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Abel Ferreira não se esquiva sobre pichações no Allianz Parque: 'Quando eu for o problema do Palmeiras, deixo de ser'

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Birner vê críticas a Abel Ferreira como 'injustas e sem noção': 'São as mesmas de antes de perder os jogos, mas ninguém reclamava' (1:44)

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Depois do empate sem gols entre Botafogo-SP e Palmeiras, no domingo, em Ribeirão Preto, o técnico Abel Ferreira falou pela primeira vez sobre as pichações feitas no Allianz Parque após a derrota para o São Paulo, na última sexta-feira.

O treinador lamentou o episódio e fez questão de mandar um recado para os torcedores, dando a entender que deixará o Verdão caso acredite que é um problema para o clube.

“Quero deixar um aviso para todos. Quando eu for o problema do clube, eu deixo de ser o problema, da mesma maneira que em um dia decidi vir para cá. Quando o treinador for o problema do clube, nós resolvemos. Mas eu prefiro valorizar todo o apoio que tivemos hoje. Obrigado equipe, obrigado professores”.

“Como eu disse anteriormente, as pessoas têm pouca memória, mas eu gosto de futebol, é disso que eu vivo. Infelizmente, as pessoas valorizam a parte negativa. Não tem problema nenhum, podem pintar o que quiserem, podem me xingar o quanto quiserem. A gente vai lá outro dia e pinta, lava e coloca o verde de novo”, disse durante entrevista coletiva.

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Abel ainda pediu aos torcedores que protestaram que recordem a trajetória da equipe. Para o português, o lema 'somos todos um' precisa valer também nas derrotas.

“Só quero que esses sócios que vão escrever o que quiserem se lembrar um pouco do trajeto que esses jogadores fizeram, que esse treinador fez e que está equipe fez. Nós temos que pensar todos muito bem, tem que pensar o presidente, os jogadores, o treinador que somos todos um. Se só somos todos um quando ganhamos, então temos que repensar o nosso lema. Se pensarmos assim, estou aqui fazendo nada”, afirmou.

Diante do Botafogo, o Palmeiras fez sua terceira partida em cinco dias. Abel Ferreira evitou novamente criticar o calendário, mas cobrou um posicionamento da diretoria alviverde.

“Sobre esse assunto, não sou eu que decido, não sou eu que organizo. Eu sou treinador, sou responsável por dar o treino. Não vou me pronunciar mais sobre as questões políticas. Sobre as questões políticas, alguém de dentro do clube tem que dar a cara, por que não vou falar”, assegurou.

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Comandante reforçou vontade do clube de vencer títulos

O técnico ainda explicou a razão pela qual optou por uma equipe mista, repleta de reservas e com oito jogadores formados nas categorias de base do clube. Ao todo, apenas 17 atletas foram relacionados para o confronto.

“Acho que não é preciso ser muito inteligente para entender a razão pela qual trouxemos poucos jogadores. Primeiro porque temos muitos jogadores lesionados. Temos o Veron fora, o Wesley tem problemas de pubalgia, precisamos resguardar. Hoje, o único jogador que jogou há dois dias (Kuscevic) se lesionou. Pronto, é isso, não vou voltar a responder perguntas que são de senso comum. Não trouxe por medo de se lesionarem, e o único que jogou há dois dias se lesionou. Só espero que o treinador não se lesione, quero sobreviver esses 14 dias, é só isso que eu quero”, comentou.

Apesar de ter escolhido um time pouco convencional, Abel Ferreira garantiu que não abriu mão do Campeonato Paulista e que é quem mais pensa em títulos dentro do Palmeiras. Novamente, o treinador deu a entender que deixará o clube caso entenda que não está exercendo sua função corretamente.

“O clube pensa em títulos, o presidente (Maurício Galliote) pensa em títulos, os torcedores pensam em títulos, mas ninguém pensa em títulos mais do que eu. Não vou abrir mão de nada, até porque sou mão de vaca. Falem o que quiserem, mas hoje foi muito claro. Não atravessei o Atlântico para vir aqui passar férias. Quando eu sentir que estou aqui passando férias, atravesso o Atlântico para o outro lado. Sei muito bem o que eu quero, sei muito bem o que estou fazendo aqui. Como eu disse, não há ninguém dentro do clube, nem torcedores, nem presidente, nem jogadores, que queira ganhar tanto como eu. Podem querer ganhar igual, mas mais que eu, não há ninguém”, concluiu.