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Com Crespo, São Paulo estreia na Libertadores para tentar o que não consegue há mais de uma década

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Noite de estreia na Conmebol Libertadores é especial para qualquer clube, ainda mais um que cultua o torneio como faz o São Paulo desde as conquistas do time de Telê Santana, em 1992 e 1993. Mas a partida desta terça-feira (20) vale mais do que só uma abertura de campanha.

Assim que entrar no Estádio Nacional de Lima para encarar o Sporting Cristal, às 21h30 (de Brasília), o São Paulo terá em seus ombros o peso do favoritismo e também de buscar algo que o clube não consegue há mais de uma década: abrir a fase de grupos com uma vitória.

A última vez que isso aconteceu foi em 10 de fevereiro de 2010, quando o Tricolor recebeu o Monterrey, no Morumbi, e venceu por 2 a 0, gols do atacante Washington.

Naquela noite, Ricardo Gomes escalou o São Paulo com: Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão e Miranda; Jean, Richarlyson, Hernanes, Cléber Santana e Jorge Wagner; Marcelinho Paraíba e Washington.

Desde então, o início da fase de grupos não tem sido nada bom para o clube. Foram quatro derrotas em quatro jogos, nas edições de 2013, 2015, 2016 e 2020. Vale lembrar que, em 2019, o São Paulo sequer avançou aos grupos, pois foi eliminado pelo Talleres antes.

As derrotas nas estreias foram:

Se levados em conta apenas estreias fora de casa, o jejum tricolor é ainda maior e dura desde 2006, quando abriu a Libertadores vencendo o Caracas por 2 a 1, na Venezuela. Ou seja, um desafio e tanto para os comandados de Hernán Crespo.

O lado positivo é que o início de temporada do São Paulo é promissor. Com 80% de aproveitamento desde a chegada do novo treinador, o time lidera as principais estatísticas do Campeonato Paulista.

É primeiro colocado do Grupo B, dono da melhor campanha do estadual (19 pontos), tem o melhor ataque (20 gols em 8 jogos), quem mais cria chances de gol (2,8 por partida), o que mais recupera bolas no ataque e aquele que precisa de menos chutes para anotar um gol.

Tudo isso vai a campo logo mais, na capital peruana, quando o São Paulo espera uma estreia que seja capaz de dar sequência ao promissor começo de temporada. A história recente traz insegurança, mas o desempenho atual anima. Qual lado da balança vai pender mais?