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Abel Ferreira, do Palmeiras: 'No Brasil, sempre precisam encontrar o culpado pela derrota... Sou eu'

O técnico do Palmeiras, se colocou como principal "culpado" pelo vice na Recopa Sul-Americana para o Defensa y Justicia, nesta quarta-feira, no Mané Garrincha, em Brasília.

Em coletiva após a partida, o português reclamou do gramado do estádio na Capital Federal e disse que o Verdão preferia ter mandado a partida no Allianz Parque.

Abel também exaltou a qualidade da equipe argentina, e admitiu que não sabe como seu grupo reagirá após os vices consecutivos em quatro dias.

"Infelizmente, o jogo teve que ser realizado aqui (em Brasília). A gente preferia que fosse no Allianz. Infelizmente, circunstâncias alheias fizeram com que a gente tivesse que disputar essa final aqui, e não na nossa casa. Eu não concordo (que o time não jogou bem). Do outro lado tem uma equipe com muita qualidade individual e coletiva, uma equipe intensa, argentina. Mas podemos dar a desculpa que quiser aqui, o que fica no final é o resultado, que é o que sempre conta", afirmou.

"O que eu posso dizer é que tivemos a menos de um minuto de levantar a taça e não fomos capazes de conseguir. Levamos um gol em um chute a 40 metros de distância, um golaço, que levou o jogo para a prorrogação. Tivemos uma expulsão, que foi um fator que determinou o desenrolar do jogo. Tivemos um pênalti ainda para estar à frente de novo, mas futebol é isso. E como no futebol estamos sempre aqui para encontrar culpados, principalmente no Brasil... O culpado sou eu", seguiu.

"No 1º tempo, nós criamos mais oportunidades que nosso adversário e poderíamos ter feito mais gols. Quando o adversário fez o gol, a gente tinha a reposição de um jogador que estava fora. Tentamos de todas as formas ganhar, em um gramado que não estava em boas condições pelo jogo de ontem, um gramado cheio de buracos, que atrapalhou as duas equipes", argumentou.

"Foi um jogo muito competitivo, equilibrado, no qual tivemos de tudo, como contra o Flamengo, para vencer. Nos pênaltis contra o Flamengo, tivemos duas oportunidades para vencer. Nesse jogo, tivemos a chance na prorrogação. Não há sorte, nem azar. Há detalhes que fazem a diferença. E nesses campeonatos, um detalhe faz muita diferença", acrescentou.

"Vai ser um desafio. Não sei como vamos reagir. Foram dois jogos que perdemos nos pênaltis, com tudo para ganhar. Agora, temos que sofrer, que é o que estou fazendo, e caminhar para frente. Para perder, é preciso chegar aqui. Para perder, é preciso percorrer a trajetória para chegar aqui", lembrou.

"Essa equipe ganhou, não comigo, o Paulista, perdeu um Brasileiro porque era impossível, com o calendário e a quantidade de jogos que tinha, lutar por mais. Ganhamos a Libertadores porque fomos à final. Perdemos o Mundial porque fomos lá. Ganhamos a Copa do Brasil porque fomos à final. Perdemos a Supercopa porque chegamos nela. Perdemos a Recopa porque chegamos nela. Às vezes ganhamos, outras vezes perdemos. Tenho um orgulho tremendo dessa equipe. Sabemos que será um ano difícil para nós, pode todas as circunstancias. Mas, como disse, agora é sofrer, suportar e seguir em frente", finalizou.

Agora, o time de Abel Ferreira entra em campo já na sexta-feira, contra o São Paulo, pelo Campeonato Paulista.

Vale lembrar que, no último domingo, o Verdão já havia sido vice da Supercopa do Brasil, para o Flamengo, também nos pênaltis.