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PSG, Manchester City e Chelsea: de onde vem o dinheiro de três dos semifinalistas da Champions League

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Chelsea, Manchester City, Paris Saint-Germain e Real Madrid. São esses os clubes que ainda sonham com a maior glória do futebol europeu: a conquista da Uefa Champions League. As semifinais acontecem entre o fim de abril e início de maio, com a decisão marcada para 29 de maio, em Istambul.

Há um ponto que une três dos clubes vivos na disputa. Enquanto o Real ostenta, sozinho, a maior coleção de taças da Champions (13), Chelsea, City e PSG chegaram a esse patamar de um jeito muito parecido: turbinado por milhões e milhões de euros, dólares e libras que mudaram suas histórias.

Mas de onde vêm os investimentos que colocaram o trio na prateleira dos grandes da Europa a ponto de desafiar o Real Madrid? O ESPN.com.br explica abaixo caso a caso.

Chelsea

Rival justamente do time merengue na semifinal, o Chelsea foi o primeiro dos três a se tornar um milionário. O clube de Londres foi comprado em 2003 pelo empresário Roman Abramovich.

O magnata russo, que tem negócios relacionados a petróleo, alumínio e gás natural, pagou 140 milhões de libras esterlinas no verão daquele ano para assumir 100% do controle dos Blues, até então um time de meio de tabela e que somava 12 títulos em 98 anos de história, sendo apenas dois do Campeonato Inglês.

Com Abramovich, o Chelsea virou uma potência: ganhou cinco vezes a Premier League, outras dez copas locais e a tão sonhada Champions na temporada 2011-12, além de duas taças da Europa League. Em 18 anos, o russo investiu mais de 1 bilhão de libras em novos jogadores e técnicos.

Manchester City

Outro inglês de tradição, mas histórico mínimo de conquistas que viu sua história mudar por completo com investimento estrangeiro. Em 2008, o "primo pobre" do sempre rico Manchester United teve todas as ações compradas por 210 milhões de libras pelo Abu Dhabi United Group, que mais tarde viria a criar o City Football Group, hoje com dez clubes espalhados pelo mundo.

O grupo é um braço do setor de desenvolvimento e investimento dos Emirados Árabes Unidos e é controlado por Mansour bin Zayed Al Nahyan. Recentemente, o City Football Group vendeu 13% das ações a investidores chineses, pela soma de 265 milhões de libras.

Menos de duas décadas depois, o City é talvez a maior potência da Inglaterra: caminha para sua terceira Premier League nos últimos cinco anos, domina as copas locais e tem a chance de, nesta temporada, somar todos os títulos possíveis. Mérito de Pep Guardiola, Kevin de Bruyne e companhia, mas também do dinheiro.

PSG

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O time francês foi o último dos três a ficar rico. Em 2011, a Qatar Sports Investiment (QSI) pagou 50 milhões de euros por 70% do controle do clube, que já havia tido seus momentos de brilho no passado, mas estava longe dos títulos inclusive dentro da França.

Órgão do governo do Catar, a QSI é utilizada como forma de projetar internacionalmente o país, que vai sediar a Copa do Mundo de 2022. O dono é o sheik Tamim bin Hamad al-Thani, mas o cargo de presidente é de Nasser Al-Khelaifi, que não poupou despesas para colocar o PSG onde ele se encontra hoje.

De lá para cá, o clube conquistou 26 títulos, nove deles do Campeonato Francês, e torrou mais de 1 bilhão de euros em reforços do quilate de Neymar, Kylian Mbappé, Zlatan Ibrahimovic, Edinson Cavani, Thiago Silva e David Beckham, para citar alguns. O que falta: o título da Champions, após o vice do ano passado.