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Nacional vai à Fifa contra o Palmeiras por descumprimento de prazo no pagamento por Matías Viña

A negociação envolvendo Palmeiras, Nacional e o lateral-esquerdo Matías Viña chegou à Fifa. Nesta quinta-feira, o clube uruguaio entrou com uma ação na entidade máxima do futebol mundial após o time paulista descumprir o prazo de pagamento de R$ 7,5 milhões por mais 10% dos direitos econômicos do lateral-esquerdo.

A informação foi publicada pelo GE e confirmada pelo ESPN.com.br, que ouviu Alejandro Balbi, 1° vice-presidente do Nacional.

De acordo com o mandatário uruguaio, o Palmeiras tinha até o final do mês de maio para cumprir a ordem de pagamento estabelecida previamente em contrato.

O time paulista tinha até o final do mês de maio para oficializar a compra. O ESPN.com.br antecipou há algumas semanas que Palmeiras e Nacional tinham negociações avançadas para a compra dos 10% do lateral-esquerdo por parte do clube brasileiro. No entanto, a forma de pagamento ainda era o entrave.

O Nacional não aceita receber o valor parcelado como queria pagar o Palmeiras. Por conta disso, o acordo atrasou, e o clube uruguaio recorreu à Fifa. Em entrevista ao GE, Andre Sica, advogado do Palmeiras, criticou a forma como o Nacional se comportou na negociação e acredita que houve 'impaciência' por parte dos uruguaios.

"A gente entende completamente o desespero do Nacional pelo pagamento, mas a gente entenderia muito melhor se eles tivessem entrado em contato e conversado com o Anderson (Barros), explicando a situação de extrema necessidade. O Nacional talvez tenha esquecido que o Palmeiras tem uma gestão profissional, sabemos onde estamos pisando. Como a escolha foi por usar a Fifa como meio de coerção de forma despreparada, o Nacional terá de esperar e entrar na fila de processos agora. Sobre a alegação de perder registros, a chance é zero. Isto nunca aconteceu no Palmeiras e não vai acontecer tão cedo".

Esta é a segunda vez que o Nacional reclama de um atraso de pagamento por parte do Palmeiras. No início de 2020, após firmar a compra por 3,5 milhões de euros, algo em torno de R$ 20 milhões, o Palmeiras parcelou o valor e atrasou o pagamento de uma das parcelas, causando irritação para com os diretores do Nacional. Apesar do atraso, as pendências foram quitadas.