<
>

Palmeiras faz acordo e pagará R$ 48 milhões a empresário que ajudou a contratar meio-campista Wesley

Segundo apuraram ESPN Brasil e ESPN.com.br, o Palmeiras fechou um acordo de R$ 48 milhões com o empresário Antenor Angeloni, que ajudou na contratação do meio-campista Wesley, em 2012, e finalmente encerrará a questão da dívida que há anos atormenta o clube.

Há quase uma década, Angeloni foi fiador da operação e emprestou dinheiro para que o Verdão viabilizasse a chegada do atleta que estava no Werder Bremen, da Alemanha, depois que uma vaquinha feita com torcedores não conseguiu arrecadar os R$ 21 milhões necessários.

O empresário, que é dono de uma famosa rede de supermercados em Santa Catarina (e foi inclusive presidente do Criciúma) nunca foi ressarcido, e procurou a Justiça para receber os valores.

Os juros e correções monetárias fizeram o montante devido disparar, chegando a quase R$ 60 milhões.

No entanto, após acordo fechado entre as partes, o Palmeiras se comprometeu a saldar R$ 48 milhões. Nos bastidores do clube, calculava-se que, se a questão permanecesse judicializada, a quantia poderia ser muito maior.

Para amortecer uma parte grande da dívida, o Alviverde usará primeiro os R$ 20 milhões da venda do meio-campista Moisés para o Shandong Luneng, da China, em 2019 - o valor estava bloqueado pela Justiça. Depois, o restante será dividido em 20 parcelas.

A finalização da "questão Wesley" também explica por que o Palmeiras tem sido tão cauteloso no mercado da bola, desistindo da negociação com o atacante Rafael Santos Borré, do River Plate, e estudando bastante contratações mais baratas, como Ademir, do América-MG.

Até o momento, o único reforço para a temporada 2020 foi o volante Danilo Barbosa, trazido de graça por empréstimo do Nice.

O atual presidente do Verdão, Maurício Galiotte, se comprometeu a entregar o clube com os cofres saneados e livres de dívidas ao final de 2021, quando se encerra seu mandato. E isso passa pela resolução urgente da "questão Wesley", que já vem causando preocupação ao departamento financeiro da agremiação há tempos.

Ainda há outro processo similar para ser resolvido, que é do rompimento com a Samsung, antiga patrocinadora palestrina, para fechar com a Fiat, em 2010.

Pelo fato da questão ainda aguardar decisão judicial, porém, a resolução ainda deve demorar mais alguns meses.