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Brasileirão: Presidente da CBF espera menos medidas restritivas e diz que clubes aceitam mandar jogos em outros estados

Em entrevista à TV Band, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, comentou a atual situação do futebol no país, com diversos Estaduais paralisados por conta de medidas restritivas da pandemia do coronavírus no Brasil.

Segundo Caboclo, ele espera que até a data prevista para o início do Campeonato Brasileiro, em 30 de maio, os governos estaduais estejam aplicando menos medidas restritivas com relação às atividades esportivas locais, o que facilitaria a realização do campeonato.

De qualquer forma, Caboclo disse que os clubes e federações das quatro divisões do Brasil já aceitaram mandar partidas em outros estados caso seja necessário.

"Sobre o local, eu quero crer que, nas próximas semanas, os estados terão medidas menos restritivas e poderemos ter partidas em todos os estados. Onde não puder ter jogo, os clubes, sem exceção, concordaram em mudar de estado para jogar suas partidas onde quer que seja", afirmou.

"Não existe mais venda de mando de jogo. É uma coisa desproporcional que existia antes e que o regulamento não permite. Em relação à manutenção do Brasileirão, não tenho dúvida, porque ouvimos 20 clubes da Série A, mais 20 da Série B, 20 da Série C, 68 da Série D e mais 27 federações ao mesmo tempo, ou seja, 155 pessoas. Se ninguém se insurgiu e todos concordaram, há unanimidade no futebol em relação à continuidade", completou.

Caboclo também respondeu sobre uma das reuniões da CBF, onde foi gravado falando que todos estariam "f***" se o futebol parasse no país.

"Fico muito tranquilo em relação em relação a tudo o que eu disse no dia da reunião com os presidentes dos clubes, em uma reunião de pouco mais de uma hora. Tivemos reuniões de mais de cinco horas, que não vazaram, em que não só eu, mas vários presidentes tiveram a capacidade de eximir suas vontades, desejos e insatisfações. Isso não veio à tona", explicou.

"Gravar um minuto e vinte segundos de um encaminhamento depois de vários momentos em que eu digo: 'vamos decidir, por se sim ou se não e, por gentileza, seria bom para o futebol do Brasil e o que funciona em torno - TVs, patrocinadores, atletas, comissão técnica' e ninguém quer parar. Eu não ouvi voz dissonante de ninguém", finalizou.