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Brasileirão agora terá limite de dois técnicos por clube; veja se seu time cumpriu a regra em 2020

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Sormani analisa regra inédita do Campeonato Brasileiro de limite de dois técnicos por clube (2:26)

A novidade foi decidida em votação apertada, com placar de 11 a 9 em favor da mudança que, na teoria, garante uma diminuição na dança das cadeiras da primeira divisão. (2:26)

O Campeonato Brasileiro terá uma regra inédita – e por que não histórica – em 2021: um limite de dois técnicos por clube. A novidade foi decidida em votação apertada, com placar de 11 a 9 em favor da mudança que, na teoria, garante uma diminuição na dança das cadeiras da primeira divisão.

A norma tem suas exceções, é claro – e aí mora o perigo. Cada time só poderá demitir um treinador, mas, se o profissional pedir para sair, essa troca não conta. Caso a segunda demissão aconteça, o clube só pode ter no comando um profissional interino com pelo menos seis meses de casa. Espaço para os interinos.

Do lado dos técnicos, quem deixar um clube por vontade própria duas vezes não poderá assumir outro trabalho na primeira divisão.

Sorte de algumas equipes que a regra não estava em vigor na temporada 2020. Segundo levantamento do ESPN.com.br, cinco clubes superaram a marca dos dois técnicos efetivos e teriam problemas com o novo regulamento.

Coincidentemente ou não, quatro desses times acabaram rebaixados: Botafogo (quatro técnicos e um interino), Coritiba (quatro técnicos e um interino), Goiás (três técnicos e um interino) e Vasco (três técnicos). Quem completa a lista é o Bahia, que, com três efetivos e um temporário, também lutou contra a queda até o fim.

Há também os casos de exceção. A começar pelo Fortaleza, que iniciou a campanha com Rogério Ceni, teve Marcelo Chamusca na sequência e finalizou a temporada com Enderson Moreira. Apesar de três técnicos, o Leão cumpriu a nova regra, já que a saída de Ceni para o Flamengo, por vontade própria, não conta.

Outros clubes que tiveram mais de dois treinadores foram Athletico-PR, Corinthians, Palmeiras e Red Bull Bragantino. Mas, em comum, está a presença de um interino em cada equipe: Eduardo Barros no Furacão, Dyego Coelho no Timão, Andrey Lopes no Verdão e Marcinho no Massa Bruta.

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Dessa forma, os quatro também escapariam ilesos no novo recorte do Brasileirão.

Dos 20 clubes, apenas Atlético-MG (Jorge Sampaoli), Ceará (Guto Ferreira), Grêmio (Renato Gaúcho) e Santos (Cuca) fizeram toda a campanha com um mesmo treinador, ainda que mineiros e paulistas tenham encerrado a temporada passada já sabendo que seus respectivos comandantes não dariam sequência ao trabalho.

Atlético-GO, Flamengo, Fluminense, Internacional, São Paulo e Sport foram dirigidos por dois profissionais no Brasileirão passado.

Relembre todos os técnicos do Brasileirão 2020:

Athletico-PR: Dorival Júnior (demitido), Eduardo Barros (interino e depois demitido) e Paulo Autuori

Atlético-GO: Vagner Mancini (pediu para sair) e Marcelo Cabo

Atlético-MG: Jorge Sampaoli

Botafogo: Paulo Autuori (pediu pra sair), Bruno Lazaroni (demitido), Ramón Diaz (demitido), Eduardo Barroca (demitido) e Lucio Flávio (interino)

Bahia: Roger Machado (demitido), Claudio Prates (interino), Mano Menezes (demitido) e Dado Cavalcanti

Corinthians: Tiago Nunes (demitido), Dyego Coelho (interino e demitido) e Vagner Mancini

Coritiba: Eduardo Barroca (demitido), Jorginho (demitido), Rodrigo Santana (demitido), Pachequinho (interino) e Gustavo Morínigo

Ceará: Guto Ferreira

Flamengo: Domènec Torrent (demitido) e Rogério Ceni

Fluminense: Odair Hellmann (pediu pra sair) e Marcão

Fortaleza: Rogério Ceni (pediu pra sair), Marcelo Chamusca (demitido) e Enderson Moreira

Goiás: Ney Franco (demitido), Thiago Larghi (demitido), Enderson Moreira (demitido) e Augusto César/Glauber Ramos (interinos)

Grêmio: Renato Gaúcho

Internacional: Eduardo Coudet (pediu pra sair) e Abel Braga

Palmeiras: Vanderlei Luxembugo (demitido), Andrey Lopes (interino) e Abel Ferreira

Red Bull Bragantino: Felipe Conceição (demitido), Marcinho (interino) e Mauricio Barbieri

Santos: Cuca

São Paulo: Fernando Diniz (demitido) e Marcos Bizolli (Interino)

Sport: Daniel Paulista (demitido) e Jair Ventura

Vasco: Ramon Menezes (demitido), Ricardo Sá Pinto (demitido) e Vanderlei Luxemburgo