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Ex-Arsenal, Wenger sugere 'revolução' no calendário com Copa a cada dois anos e eliminatórias mais curtas; veja ideias

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Técnico do Arsenal por mais de duas décadas, Arsène Wenger se dedica desde 2019 a uma nova função no futebol. A convite da Fifa, é o atual chefe de desenvolvimento global da entidade, e entre suas premissas está a de fazer uma verdadeira "revolução" no esporte, com novas propostas. Em entrevista ao BeIN Sports, o francês revelou algumas delas, incluindo a realização da Copa do Mundo a cada dois anos, e não a cada quatro.

Na visão de Wenger, que está com 71 anos, como a média de idade dos jogadores que disputam o Mundial está sempre na casa dos 27/28 anos, fica cada vez mais difícil de uma seleção conseguir ser bicampeã do torneio.

"Se você olhar para as seleções nas Copas do Mundo, geralmente a média de idade é 27/28 anos... É por isso que, como a Copa do Mundo acontece a cada quatro anos, há poucas chances de vencê-la novamente, porque quando eles voltam para a próxima Copa do Mundo estão com 32,33 anos", começou por dizer.

"É por isso que talvez devêssemos organizar a Copa do Mundo a cada dois anos", prosseguiu.

E para que isso seja possível, o ex-técnico dos Gunners também propõe uma mudança no calendário. Além da possibilidade de a temporada começar em março e terminar em novembro para os clubes, que também haja uma compactação nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

"Eu diria que uma das soluções que discutiremos é compactar as eliminatórias... em vez de começarem em outubro, novembro, setembro, março, junho, reagrupamos todas as eliminatórias em um mês ou dois quádruplos em outubro e em fevereiro, mas pelo menos os jogadores podem dedicar esse tempo ao clube de março até junho, e ganharíamos quatro datas", disse.

Ainda na sua visão, o importante é que competições de apelo sejam disputadas. Ou seja, por exemplo, em vez de haver a disputa da Liga das Nações, torneio que o francês já disse que é contra há meses atrás, que se priorize a Copa do Mundo e Eurocopa, que têm uma relevância maior no esporte.

"Acabe com todo o resto. Organize apenas competições significativas e tire todas as competições paralelas do jogo. As pessoas devem entender o que está em jogo e só ter jogos com significado", disse.

Por último, Wenger ainda citou o futebol feminimo e deixou claro que ele também merece um lugar de destaque no calendário do futebol.

"Também não vamos nos esquecer que o futebol feminino está em alta e elas também precisam de muito apoio", concluiu.