<
>

Reforço do São Paulo é 'parça' de Ronaldinho e tem gratidão eterna a São Marcos e Edmundo por 'milagre' da época do Palmeiras

play
Relembre gol de William da Silva, reforço do São Paulo, pelo Palmeiras (0:15)

Em janeiro de 2007, o jogador brilhou na vitória por 4 a 2 sobre o Paulista de Jundiaí no Palestra Itália; 15 anos depois, William, que estava no México, vai jogar no São Paulo (0:15)

Contratado pelo São Paulo até o fim do ano, William estava há oito anos no futebol mexicano, no qual jogou com Ronaldinho Gaúcho e Tiago Volpi.

Uma das maiores promessas das categorias de base do Palmeiras no começo dos anos 2000, o meia sofreu duas paradas cardíacas com apenas 16 anos e precisou se afastar por duas temporadas dos gramados.

Depois de quase ter perdido a vida e ser considerado aposentado para o futebol, ele ainda venceu uma depressão antes de receber a tão sonhada notícia de que poderia voltar a jogar.

"Considero um milagre tudo que aconteceu comigo", disse o jogador, ao ESPN.com.br, em 2016.

Grato ao Palmeiras por toda a ajuda recebida no período, William teve muito apoio da direção, dos médicos e de vários jogadores da época como Marcos, Edmundo e o Magrão.

Como não conseguiu se firmar no time alviverde, foi emprestado para Ipatinga, Náutico, Vitória, Goiás, Atlético Goianiense e Joinville.

"Cheguei muito novo, tive problemas de saúde e voltei ainda com um pé atrás do que poderia acontecer comigo. Me deram muitas oportunidades, não lamento porque eles foram muito compreensivos comigo".

Após o final do vínculo com Palmeiras, em 2012, o meia jogou pelo Busan IPark, da Coreia do Sul, antes de viver a melhor fase da carreira no Querétaro, do México, ao lado de Ronaldinho Gaúcho.

"Como o clube ficava em uma cidade menor, tinha muito respeito e carinho pelos jogadores. Se você está em um restaurante, eles esperam terminar de comer para falar e pedir foto. Eles te dão privacidade, não são inconvenientes".

No México, ele viu o astro, que brilhou na seleção brasileira e no Barcelona, "baixar a bola" de seus colegas para evitar o nariz empinado.

"Tinha uma situação que é muito engraçada que, quando estávamos dando autógrafo, ficava cheio de torcedores em nossa volta. Quando o Ronaldo aparecia todo mundo fazia uma ‘muvuca’, saía correndo em cima dele e ninguém ficava com a gente. Vi caras ficarem sozinhos no vácuo com a caneta na mão", contou.

"Ele falava assim: para vocês que são parceiros, espero assinarem tudo e tirar foto. Só que quando esses moleques que subiram agora que são malas e se acham, como têm que ficar com os pés no chão, preciso sair para abaixar a onda deles (risos). A gente sempre ria com isso, porque para ele é normal, mas tem alguns moleques que sobem da base que se acham fera", prosseguiu.

Depois de se destacar pelo Querétaro, William foi contratado pelo poderoso América, do México em 2015. Ele se firmou como titular e participou do Mundial de Clubes, em 2016.

Na equipe mexicana, ele foi colega de quarto de Darío Benedetto, carrasco do Palmeiras na Libertadores de 2018, antes de ir para o Toluca, em 2018.

play
0:15

Relembre gol de William da Silva, reforço do São Paulo, pelo Palmeiras

Em janeiro de 2007, o jogador brilhou na vitória por 4 a 2 sobre o Paulista de Jundiaí no Palestra Itália; 15 anos depois, William, que estava no México, vai jogar no São Paulo