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Da 'resenha' do vestiário à 'saudade que bateu alto': Douglas abre memórias do Grêmio antes de virar parceiro de Falcão

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Desafio com o Rei? Douglas revela expectativa para dupla com Falcão e diz o que diria em caso de convite para o canal do jogador (0:53)

Meia falou com exclusividade ao ESPN.com.br (0:53)

Depois de sua aposentadoria em 2020, Douglas não aguentou muito tempo fora dos gramados e topou um novo desafio: atuar pelo time de futebol de 7 do Grêmio. E o fator saudade foi primordial na decisão de retornar às atividades.

“Eu senti mais falta dos jogos, com estádio cheio, e das resenhas do vestiário. Agora, viagem, treinamento, concentração não senti falta, não”, disse o jogador do Tricolor, em entrevista ao ESPN.com.br, que encontrará o rei do Futsal, Falcão, na equipe gremista.

“É um jogador que dispensa comentários, sensacional. Qualidade incrível, raciocínio rápido. Eu não o conheço ainda, também. Vou ter esse privilégio de poder jogar ao lado dele. Ele já está mais adaptado à quadra, eu vou me adaptando. Nesse período, vou estar me preparando para estar bem quando ele chegar”, afirmou.

O rei das quadras montou, agora, um canal no YouTube, onde convida algumas personalidades para desafios envolvendo o futebol. Perguntado se toparia um desafio, o meia não negou o ‘convite’, mas disse que seria difícil bater o craque.

“Eu aceito o desafio. Mas sabe que é difícil de ganhar do homem, né? Parece que tem um imã no pé, a bola vai certinho. Mas eu aceito o desafio. É bem bacana, eu acompanho. Mas é difícil, não tem como competir com o homem, não”, apontou.

No próximo domingo (7), o time de campo da equipe gremista disputará o título da Copa do Brasil, tentando reverter a derrota em casa para o Palmeiras. Douglas esteve presente na última conquista, em 2016.

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Douglas relembra conquista da Copa do Brasil de 2016 e influência de Roger na construção do time de Renato

Meia retornou aos gramados para atuar pelo time de futebol de 7 do Tricolor

“Na real, ali foi tudo especial. O fato de o tempo estar muito tempo sem ganhar título nacional, a gente recebia uma pressão imensa da torcida, da imprensa, todo mundo batendo. E eu acho que a gente conseguiu se fechar, nosso grupo era muito bom. Tanto tecnicamente quanto fora de campo, a gente segurava bem a bronca, molecada entendia muito. A gente tinha a molecada que era promissora, tanto que arrebentaram. A lembrança é no geral, pelo elenco que tinha. E isso fica marcado, sem dúvida”, relembrou.

Douglas ainda relembrou os momentos antes da conquista, citando a importância que o técnico Roger Machado teve para a construção do time que viria a conquistar a taça com Renato Gaúcho.

“Na real, a gente fala muito do Renato, atribui muito à chegada do Renato naquele ano, mas o Roger tem uma participação enorme na montagem do modo de jogar. A gente começou a ter um padrão de jogo diferente, fugir daquilo que era o Grêmio, de carrinho, de porrada, chegada, passamos a jogar mais com a bola. A gente mudou completamente o jeito de o Grêmio jogar”, analisou.

“Lamentamos a saída do Roger, porque foi um cara que tinha feito tudo. Não que o Renato não tenha colocado a parte dele no time, mas o Roger roeu o osso todo e na parte final acabou saindo. Renato agregou muita coisa para a gente e foi fundamental para a gente ser campeão”, finalizou.