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Cavani revela bastidores de rumores de vinda ao Grêmio e diz que não vê diferenças do futebol na França e na Inglaterra

Após sete anos no Paris Saint-Germain, Edinson Cavani deixou a equipe no final da última temporada e se juntou ao Manchester United. Antes disso, porém, muitos rumores o colocavam próximo de acertos com clubes como o Benfica e até mesmo o Grêmio.

O atacante, porém, não necessariamente esteve próximo destas equipes, como o próprio conta. Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, concedida à repórter Natalie Gedra, o uruguaio revelou que seu irmão ouviu muitas propostas, mas nem todas tinham um interesse das duas partes.

“Naquele momento, como eu estava livre, se falava de muitas coisas. Meu irmão, como meu representante, por respeito aos clubes, porque, por trabalho, muitas vezes, ligavam para ele e eram muitas pessoas, sejam pessoas de algum clube ou de outro clube para falar. Ele nunca fechou nenhuma porta, mais por respeito, não necessariamente porque havia interesse de ir. Isso abria e dava a possibilidade de que muita gente começasse a opinar e falar que o Cavani iria para aqui ou para lá”, disse.

“Foi um momento em que se falou muito e que onde ocorreram muitas idas e voltas, algo já mais interno com meu irmão. E decidimos vir para Manchester, era algo que já vínhamos conversando, havia esse interesse, não de hoje, mas de um tempo perto e um pouco mais longe, algo em torno de cinco anos. Havia o interesse e decidimos: ‘Não, vamos para esse grande clube'”, completou o atleta que completou 34 anos no último dia 14.

Perguntado sobre as diferenças que são postas entre o futebol inglês e o futebol francês, Cavani disse que não gosta de ver o esporte dessa forma e que as diferenças entre times estão mais em como são feitas a preparação e a dedicação.

“Eu acredito que uma das coisas que sempre disse sobre o futebol é que todas as ligas têm características diferentes, e não por isso uma é inferior que a outra. Não nos esqueçamos que um dos últimos finalistas da Champions League foi um time francês. Então, há coisas que o futebol, para mim, é o futebol, não importa onde se joga, contra quem joga. Importa o quanto você joga, o quanto você coloca em campo, se dedica. Para mim, é competição pura, de todos os lados, com características diferentes”, afirmou.

“Não vejo isso de que na Inglaterra as coisas são melhores do que na França, que é melhor do que em Portugal. Não, porque você pode enfrentar alguém de Portugal e perder. Depois, joga contra um time inglês e ganha. O futebol é o futebol, mesmo que hoje tenha se tornado um negócio muito grande, com equipes dependendo dos ingressos para ter um poder econômico, com o marketing e a visibilidade que se pode ter. Tentam usar isso para mostrar o que cada país pode oferecer. Mas, para mim, já disse o que penso”, finalizou.