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Sampaoli despista sobre futuro no Atlético, não garante permanência e dispara: 'Treinadores duram muito pouco no Brasil'

O Atlético-MG empatou em 1 a 1 com o Bahia pelo Campeonato Brasileiro e ficou ainda mais distante da briga pelo título. Mas, além da disputa, o clube tem outra preocupação no momento: a possível saída de Jorge Sampaoli, com contrato até dezembro deste ano com o Galo.

Após o tropeço no Mineirão, em entrevista coletiva, o argentino não garantiu que fica até o final do contrato, mas citou a falta de planejamento do futebol brasileiro como um motivador para não dar garantia.

“Não sei, o futebol muda a todo tempo, é muito instável, ainda mais nesse país. Treinadores duram muito pouco, não se consolidam muito os projetos. Resta a mim pensar somente no próximo jogo, tentar fazer com que o time chegue mais longe na tabela. O resto é indecifrável. Se formos analisar historicamente, o que acontece com os treinadores no Brasil é a instabilidade. Se ganho, sou o melhor, se não, sou o pior”, disparou.

Sobre a fase do time dentro de campo, Sampaoli colocou a ansiedade como uma problemática na hora da definição das partidas e disse que não mudaria seu modo de pensar o futebol para tentar que os resultados mudem.

“Os adversários, hoje, jogam diferente. Porque o nível de contundência nosso é diferente, agora. E estamos muito ansiosos, essa ansiedade nos gera imprecisão. Estamos pagando caro por alguma falta de experiência que o time não alcançou com o tempo para a reta final do ano. E temos que corrigir isso para o próximo jogo”, disse.

“Alternativas, nós buscamos. Mas mudar meu estilo de jogar atacando, de estar todo o tempo no campo rival, não vou mudar. É o que trabalho desde que comecei como treinador. Sempre busco variantes ofensivas para poder vencer o rival. Sendo melhor que o rival e atacando tenho mais chance de vencer o rival”, completou.