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São Paulo: Daniel Alves diz que Diniz é 'espetacular' e filosofa: 'Não consigo ser mais ou menos'

Após receber muitas críticas por não conversar com a imprensa após a derrota por 5 a 1 do São Paulo para o Internacional, na última quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, o meia Daniel Alves pegou o microfone nesta quinta e falou. Falou muito.

Em coletiva no CT da Barra Funda, o capitão tricolor defendeu de forma enfática o trabalho do técnico Fernando Diniz e explicou os motivos para apreciar tanto os métodos do treinador.

Minutos antes, o executivo de futebol são-paulino, Raí, assegurou a permanência do comandante no cargo, mesmo com o vexame sofrido no Morumbi.

"Eu acredito que o trabalho do Diniz é espetacular por duas razões. Uma: ele não foi um treinador que teve muitas possibilidades de contratações. Segundo: foi um treinador que teve que potencializar, ensinar, encorajar jogadores que estavam desacreditados por todos, pela imprensa, por nosso torcedores também, a dar um passo à frente e serem melhroes do que eram, a performar bem e conseguir ser alguém respeitado no futebol e na vida", discursou.

"Acredito que o grande trabalho do Diniz vem a partir do momento em que ele se propõe a criar grandes seres humanos, não só jogadores, que vão sair daqui muito melhores do que eram", seguiu.

"Acredito que, quando o Diniz não estiver mais aqui, vai deixar uma grande base, não só monetária, mas também a nível pessoal para a equipe do São Paulo. Às vezes os resultados não são só análises de jogos, se vai ganhar ou perder, mas se vai performar nas possibilidades que foram oferecidas pelo clube que ele representa", argumentou.

"Essa é a minha percepção, acredito que do Diniz também, de que, na vida, a gente não está aqui para só criar jogadores que ganham, perdem ou empatam, mas para criar pessoas que vão ter uma influência social muito grande, que serão referências e que vão influenciar outros a não serem omissos e reféns de um sistema que, às vezes, é massacrante", concluiu.

Daniel ainda afirmou que ele, assim como Fernando Diniz, não consegue ser "mais ou menos", sendo ou "muito bom" ou "muito ruim".

O camisa 10 tricolor ainda afirmou que "está acostumado" a ser apontado como principal culpado nos momentos decisivos, e que jamais irá se esconder.

"Acredito que o futebol é maravilhoso e incrível por ser um jogo de erros e acertos. Se não fosse assim, acredito que o trabalho de vocês (jornalistas) ia ser um pouco mais complicado. Por isso é tão brilhante e tão interessante o esporte futebol. Às vezes você erra, às vezes você acerta. Mas, como falei, posso pecar por excesso, nunca por omissão", salientou.

"Sempre estarei na linha de frente, tentando fazer o melhor para meus companheiros e clubes. Evidentemente que estarei sempre exposto, no olho do furacão, porque as pessoas que não se omitem estão sempre na linha de frente. Sou eu que vou sangrar mais, mas eu sempre quis ter esse papel em toda a minha vida", prosseguiu.

"Quero que as pessoas sintam que podem contar comigo em todos os momentos. Evidente que, quando so resultados não vêm no São Paulo, desde que juntou Diniz com Dani, a culpa é do Diniz, do Dani, ou dos dois... Já estamos acostumados com isso. Mas volto a insistir: nunca vou me esconder atrás de problemas ou de soluções. Sempre vou estar à frente", prometeu.

Alves ainda explicou por que vinha evitando dar entrevistas na fase ruim do time.

"A minha ausência aqui, porque as pessoas sentem a minha falta, é porque tenho muito trabalho a fazer no São Paulo. Tenho não só que jogar, mas também convencer meus companheiros de quão bons eles são e quão espetaculares eles podem ser quando fazemos as coisas juntos e nos comprometemos em prol de defender as cores do São Paulo com a hombridade que me caracteriza, e que eu gostaria que os caracterizasse também", observou.

"Essa é a nossa vida, de erros e acertos. Não acredito que houve uma queda de rendimento (do time). Você está apontando erros pontuais (cometidos nos últimos jogos), que são nítidos. Mas eu sou igual ao Sâo Paulo, sou igual ao time do Diniz: não consigo ser mais ou menos. Ou sou muito bom, ou sou muito ruim", finalizou.