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Ex-Fluminense, Roninho Germano lembra conselho de Ronaldinho Gaúcho em jantar na Itália: 'Se você gostar de festa, tem que se garantir em campo'

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Barcelona relembra caneta e passe sem olhar de Ronaldinho que deixou jogador do Espanyol desnorteado (0:11)

Como TBT (Throwback Thursday) da última quinta-feira, os perfis do clube catalão foram atrás da magia do brasileiro - @FCBarcelona (0:11)

Mesmo tendo apenas 23 anos, Roninho Germano já rodou por diversos países e acumula boas histórias ao lado de astros do futebol mundial. Nascido em Cachoeiro do Itapemirim-ES, o jovem chegou ao Fluminense em 2010 para as categorias de base, que tinha nomes como Gerson, Douglas Augusto e Kenedy.

“No primeiro treino, o Gérson deu uma caneta em mim e ele não se esquece disso até hoje. Fala toda vez disso na resenha (risos). Saíram muitos craques da base e foi uma experiência ótima para mim. Da minha geração, o Gerson e o Douglas eram fora de série na base”, contou o meia, ao ESPN.com.br.

“O Flu tem uma das melhores bases do Brasil porque encheu o profissional de jogadores. Eles formam não somente jogadores, mas também atletas”.

Após sair da equipe das Laranjeiras, Roninho foi para o Horta, da Espanha, antes de chegar ao Vitória-ES, onde conheceu Aldair. O ex-zagueiro de Flamengo, Benfica, Roma e campeão do mundo pelo Brasil em 1994 mudou a vida do jovem.

“O Aldair é um paizão pra mim. Ele providenciou a minha documentação e me levou para jogar na Itália [por Campobasso e Notaresco, ambos da quarta divisão]. Eu morei um tempo na casa dele”, relatou.

“O que mais me marcou é a humildade dele. O cara ganhou a Copa do Mundo e, quando anda em Roma, os caras o param sempre parar tirar fotos. Nós conversamos direto”.

Por meio de Aldair, Roninho Germano conheceu Ronaldinho Gaúcho em um jantar após o jogo da Paz, que foi realizado em Roma. E o jovem ouviu alguns conselhos do craque.

“Conheci um ídolo e foi um sonho. É um cara muito humilde. Na época, ele estava falando de se aposentar. Ronaldinho falou para sempre ser feliz humilde e o que fica para a vida são as amizades. Ele disse que tem moleque que joga hoje que acha é que rei, mas precisa ser humilde e também não deixar ninguém pisar em você”.

“Ele contou história de concentração e disse que não negava festa: ‘Se você gostar de festa, tem que render em campo e se garantir. (risos)’. Ele contou que as festas do ‘Didico’ são sem limites (risos). Aí, quando chegaram as amigas dele, o Aldair me levou embora para casa (risos)”, contou.

Outra vez, Aldair não conseguiu evitar a confusão.

“Ele uma vez deixou o carro comigo e o Eliton Júnior foi me buscar no aeroporto, mas não tínhamos carteira de motorista italiana. Chegou o policial e não sabíamos falar italiano direito. Precisei ligar para o Aldair, que chegou lá depois de algum tempo para resolver a situação”, contou.

Na “Velha Bota”, Roninho passou por um terremoto antes de uma partida.

“Estava concentrado com um italiano no quarto do hotel, mas em questão de segundos precisamos sair correndo pela escada de pijamas mesmo. Teve um colega que não quis entrar em campo depois”.

Depois de sair da Itália, ele foi jogar na Polônia, onde sofreu com temperaturas de até 15 graus negativos e jogos com neve.

“Para treinar é complicado porque em casa tem aquecedor. A bola corre muito e a visão fica prejudicada porque a neve cai no olho, é diferente demais. Quando o sangue esquenta fica mais fácil porque a chance de lesão é grande. O pessoal usava chuteiras travas de alumínio para não escorregar ou cair”, afirmou.

Antes de voltar ao Brasil, ele jogou pelo Ararat Yerevan, da Armênia, em um país que estava em guerra com Azerbaijão, pelo futebol da Armênia. Atualmente sem clube, Roninho espera uma chance de voltar a jogar futebol.

“Estou em casa esperando algum novo clube para seguir a carreira”.