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Supercopa da Espanha: Símbolo do fracasso do Barcelona nos últimos anos, Dembélé tenta redenção

O atacante Ousmané Dembélé tem grandes chances de voltar a ser titular do Barcelona neste domingo, na final da Supercopa da Espanha, contra o Athletic Bilbao, marcada para 17h (de Brasília), com transmissão ao vivo e exclusiva da ESPN Brasil e do ESPN App.

Se de fato for escalado no 11 inicial pelo técnico Ronald Koeman, será a 5ª partida consecutiva que o atacante francês inicia pelo Barça. Três anos e meio depois de sua contratação, porém, o clube segue esperando a "explosão" do jogador que foi contratado para substituir ninguém menos do que Neymar. E que, junto com Philippe Coutinho, personaliza o fracasso da política esportiva blaugrana nas últimas temporadas.

Na atual temporada, Dembélé esteve em campo em 17 das 25 partidas oficiais disputadas pelo Barça. Se jogar a final da Supercopa, já terá feito o dobro dos nove jogos que totalizou na temporada passada, na qual foi praticamente um futebolista "fantasma" no elenco - além de massacrado por lesões.

São dados otimistas, mas que, de toda forma, não ocultam o fiasco que sua contratação representa.

O francês foi a 2ª negociação mais cara da história do Barcelona, atrás apenas de Coutinho. Os culés gastaram 130 milhões de euros, mas jamais encontraram a resposta em campo. E além das muitas lesões (10 no total) que atrapalharam o atacante desde sua chegada, no verão de 2017, seu rendimento esportivo, quando ele esteve saudável, raramente foi o esperado.

Atrevido, verticual, ambidestro e rapidíssimo nos dribles, o jovem de 23 anos poderia (teoricamente) jogar em qualquer um dos lados do ataque, tornando-se o "sócio" perfeito para Messi, já que possui enorme capacidade para se desmarcar, além de seu bom nas assistências (em sua última temporada pelo Borussia Dortmund, distribuiu 21). No entanto, isso nunca foi visto no Camp Nou.

Na semifinal da Supercopa, aliás, ele chegou a perder 41 bolas, uma cifra poucas vezes vista no futebol espanhol, e só acertou cinco dos 20 dribles que tentou.

CONFIANÇA E LESÕES

Apesar das decepções, o Barcelona não pensa em negociar Dembélé.

Na verdade, pensar em uma venda por alto valor agora que o atleta está em seu último ano e meio de contrato tornou-se praticamente uma "quimera".

De toda forma, Koeman confia no francês (não se sabe se por necessidade ou convicção), e, no Camp Nou, dirigentes cruzam os dedos esperando a "explosão" definitiva do jovem. Nos bastidores, entende-se que, quando ele conseguir uma série de partidas sem se lesionar, algo que nunca acontecer desde sua chegada a Barcelona, as coisas podem mudar.

Em dezembro do ano passado, ele sofreu uma distensão no bíceps da coxa direita, sua última contusão grave. Não foi tão ruim quanto a de fevereiro de 2020, que o tirou de ação por sete meses, mas, ainda assim, foi mais um capítulo em seu já manchado histórico.

Desde que foi contratado, Dembélé soma nada menos que 534 dias no departamento médico, conta que foi iniciada em setembro de 2017, quando ele se contundiu contra o Getafe.

Neste período, ele perdeu um total de 85 partidas.

Até hoje, ele participou de 91 dos 195 jogos oficiais dos blaugranas nas últimas três temporadas e meia, sendo 59 como titular. Esses números explicam bem, sem qualquer dissimulação, o porquê dele nunca ter alcançado o que se esperava quando foi contratado.