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Corinthians: Gil confia em vaga na Libertadores: 'Sabemos que podemos buscar'

O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, às 21h30, contra o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. A partida é de alta importância para os dois times, que brigam por uma vaga na Conmebol Libertadores de 2021.

Se há alguns meses a preocupação do time de Vágner Mancini era evitar o rebaixamento, agora a fase é boa e permite sonhar com objetivos mais altos na tabela.

Segundo o zagueiro Gil falou em entrevista ao ESPN.com.br, é possível acreditar que o time vai conseguir chegar na Libertadores.

"Hoje é algo que sabemos que podemos buscar, pois crescemos na tabela e nos aproximamos dos primeiros colocados. Mas temos que seguir trabalhar duro pra que isso se torne realidade. Seria muito importante, pois, apesar de ser início de ano, já é um objetivo de curto prazo e que podemos atingir".

Atualmente, o Corinthians é o 10º colocado na tabela com 39 pontos. O Palmeiras é o primeiro no G-6 que vai à Libertadores com 47 pontos. Porém, ambos têm 27 partidas realizadas, enquanto outros riviais jogaram 28, ou até 29 vezes já.

Veja abaixo a entrevista com Gil:

É notória a evolução do Corinthians nas últimas partidas. O rendimento da equipe e os resultados mostram isso. O time entra em 2021 podendo encarar de igual para igual qualquer equipe do futebol brasileiro?

Acredito que sim. O Corinthians tem uma força muito grande, mas, como qualquer equipe, passa por momentos ruins. Tivemos esse momento, mas soubemos superar e hoje a situação é diferente. Temos tudo pra fazer um grande ano e brigar por títulos.

Até boa parte do primeiro turno do Campeonato Brasileiro o Corinthians encontrou muitas dificuldades na competição, chegando a ocupar a zona de rebaixamento. Em algum momento chegou a pensar que a briga da equipe no Brasileirão seria contra a queda para a Série B? Para você qual foi o momento mais difícil durante a competição?

A gente sempre pensa jogo a jogo e sabe que é uma competição longa. Sabíamos que as coisas iriam se ajustar, pois temos um bom elenco e isso aconteceu.

Como foi o momento do diagnóstico positivo para a COVID-19? Fisicamente, chegou a te atrapalhar de alguma forma?

No meu caso foi bem tranquilo. Não tive sintomas e consegui me manter treinando, mas afastado do grupo. Consegui superar bem e, depois do período sem poder ir ao CT, voltei normalmente.

Como tem sido o trabalho do técnico Vagner Mancini? Qual o maior mérito dele na recuperação do Corinthians? Já dá para falar que o time hoje tem uma identidade com ele ou ainda é muito cedo?

Acho que isso vai sempre com o tempo. Ele já conseguiu implementar muita coisa, mas sempre temos que evoluir. Acontece o mesmo com o jogador, que procura sempre melhorar. O elenco já entendeu a maneira dele de trabalhar e isso é o mais importante.

O time tomou apenas um gol nas últimas seis partidas, mesmo com o setor defensivo sofrendo mudanças nos jogos, o que dificulta o entrosamento. Você jogou ao lado do Marllon, Bruno Méndez, Jemerson... Como avalia esse novo momento do setor defensivo da equipe?

O momento é muito bom, mas não podemos dar os méritos apenas para o setor defensivo. É um trabalho de toda a equipe, que começa lá na frente. Hoje todos precisam ajudar e é isso que tem acontecido. As trocas acabam acontecendo e por isso precisamos ter um elenco de qualidade.

Como a chegada do Fábio Santos ajudou a tornar a equipe mais sólida defensivamente?

O Fábio já conhecia muitos jogadores e também o clube. Isso ajudou muito na adaptação dele. É um grande jogador, que chegou para nos ajudar e tem sido importante. Tem experiência, liderança e qualidade.

Você participou de praticamente todos os jogos do Corinthians nesta temporada, emendando uma sequência grande de partidas. Como define o seu momento atual no clube? Qual o segredo para conseguir atuar tantas vezes e manter a regularidade mesmo com um calendário tão apertado?

Fico feliz por ter conseguido jogar praticamente todas, apenas duas fora em 2020. Espero manter isso em 2021 e, quem sabe, até melhorar. Sei que é difícil, mas vou trabalhar para isso. Mas o principal é o coletivo, de podermos buscar os títulos. Eu procuro me cuidar ao máximo, dentro de fora de campo, com trabalhos antes dos treinos e pós. Sabemos que a carreira de jogador de futebol é curta, então temos que fazer de tudo para estar bem. Treinar duro para evitar lesões e poder estar sempre à disposição.

Como você e o elenco veem a chance de classificação para a disputa da Libertadores de 2021 depois dessa arrancada da equipe no Campeonato Brasileiro?

Hoje é algo que sabemos que podemos buscar, pois crescemos na tabela e nos aproximamos dos primeiros colocados. Mas temos que seguir trabalhar duro pra que isso se torne realidade. Seria muito importante, pois, apesar de ser início de ano, já é um objetivo de curto prazo e que podemos atingir.