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Corinthians: Acordos com Caixa e Odebrecht vão permitir diretoria usar até 75% da receita da Arena

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Desde que foi eleito, o presidente Andrés Sanchez havia prometido resolver a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal e a Odebrecht. Pois um acordo foi encaminhado na última quinta-feira (27), definindo como saldo a quitar R$ 569 milhões em parcelas anuais e não mais mensais. Assim, a diretoria poderá utilizar boa parte da receita obtida com os jogos na NeoQuímica Arena a partir de 2021.

Andrés, que está caminhando para o seu último mês de mandato, chegou a afirmar em entrevista para "A Gazeta Esportiva" que o acordo permitiria a diretoria utilizar até 80% da arrecadação. Já Duílio Monteiro Alves, candidato indicado por Andrés e do grupo da situação, disse, em entrevista ao especial sobre as eleições corintianas da ESPN Brasil, que conta com 50% pelo menos.

A conclusão da negociação com a Caixa, que ainda precisa ser formalizada e oficializada, e o acordo com a Odebrecht vão dar oxigênio para a administração corintiana. Especialmente em 2020 o clube acumulou dívidas e não conseguiu pagar nenhum salário na data correta.

A receita bruta anual com bilheteria da NeoQuímica Arena é de aproximadamente R$ 60 milhões. A receita líquida fica em R$ 40 milhões. Além disso, o clube consegue mais R$ 20 milhões com outras receitas oriundas do estádio, que não bilheteria.

Pelo acordo encaminhado com a Caixa e a Odebrecht, o Corinthians terá de arcar com R$ 269 milhões em 18 anos. Os R$ 300 milhões restantes para fechar a conta sairão dos repasses da Hypera Pharma, que adquiriu o naming rights do estádio corintiano.

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Desta maneira, as parcelas anuais do Corinthians junto à Caixa seriam de aproximadamente R$ 15 milhões, o que significaria que o clube poderia se beneficiar de 75% da receita conseguida por meio da Arena construída em 2014.

O valor da anuidade será sempre corrigido pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) e não poderá ultrapassar R$ 38 milhões.

Sendo assim, R$ 15 milhões do repasse da Hypera Pharma à parte, o Corinthians arcaria com, no máximo, R$ 23 milhões por ano. Neste cenário, o clube teria 61% da receita à disposição para usar como bem entender na temporada.

Essa variável pode sofrer ainda mais alterações devido a expectativa do Corinthians em elevar o faturamento com a Neo Química Arena a partir do ano que vem e caso a pandemia do coronavírus seja vencida. Academia, choperia, salão de beleza, heliponto e uma revendedora de veículos são alguns dos empreendimentos que devem começar a operar dentro do espaço em breve.

Além disso, o Corinthians concordou em promover eventos no gramado, abrindo a possibilidade para shows de grande porte.