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De Bruyne escolhe entre Messi e Cristiano Ronaldo, explica sucesso da Bélgica e diz que Foden pode ser 'um dos melhores do mundo'

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Messi ou Ronaldo? Neymar ou Mbappé? Old Trafford ou Anfield? De Bruyne responde tudo (2:03)

Meia ainda foi questionado sobre temas fora do futebo (2:03)

Kevin de Bruyne acostumou-se ao topo do futebol. Seja no âmbito coletivo ou no individual, no time ou na seleção.

Eleito o melhor jogador da Premier League 2019-20, ele venceu a competição nas duas temporadas anteriores com o Manchester City e está entre os dez finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa em relação a campanha passada.

E o que falar de seu momento com a Bélgica? O meia de 29 anos é um dos protagonistas da seleção que lidera o ranking da Fifa e vive o seu auge. No retorno à Copa do Mundo em 2014, após 12 anos de ausência, o país foi quadrafinlista; em 2018, fez do terceiro lugar seu melhor desempenho na história. Cotados como um dos favoritos para a Eurocopa de 2021, Copa do Mundo de 2022 e presentes no Final Four da Liga das Nações, os belgas tentam um grande título para coroar uma geração de ouro.

“Para ter um time como o que nós temos agora, você precisa fazer um bom trabalho de base, e os jogadores também ganham crédito. Mas é preciso um pouco de sorte para esses jogadores estarem juntos”, declarou De Bruyne em entrevista exclusiva à ESPN.

“Eu não posso garantir às pessoas que será assim no futuro, porque não temos os jogadores que países como França, Alemanha e Inglaterra têm, porque eles são maiores que nós. Eu acho que precisamos aproveitar isso, mas também acho que temos bons jovens subindo. Os veteranos têm que ajudá-los, e eles têm que trabalhar nos clubes e melhorar para que possam tomar o nosso lugar quando ficarmos velhos, porque não vamos conseguir jogar para sempre (risos).”

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De Bruyne explica sucesso da Bélgica, mas diz: 'É preciso um pouco de sorte para esses jogadores estarem juntos'

Seleção é atual líder do ranking da Fifa e está no Final Four da Liga das Nações

Além da ajuda por meio da convivência, os veteranos também deixam um legado e uma mentalidade diferente do que tiveram na geração anterior. De uma seleção que perdeu cinco grandes competições em sequência – Euros de 2004, 2008 e 2012 e Copas de 2006 e 2010 -, o país virou uma presença garantida e uma das cotadas às fases finais desde o Mundial de 2014.

“Nesta cultura, este time aprendeu como ter uma mentalidade vencedora”, conta o segundo melhor jogador da Europa pela Uefa em 2019-20. “Este time é bem similar há dois anos, onde todo mundo tinha entre 20 e 25 anos. Todo mundo era jovem. E agora você tem jogadores entre 26 e 34 anos, e nós aprendemos como nos elevar como um time e aprendemos como ganhar jogos”.

“Eu acho que a filosofia da Bélgica mudou nos últimos dez anos, e provavelmente de uma forma melhor – melhor para o futebol, antes era mais força, questão atlética e alguns jogadores ficaram fora do radar. Eu acho que eles mudaram isso.”

Além disso, um nome teve um grande impacto em meio a esta transformação da seleção: Vincent Kompany, ex-zagueiro de 34 anos, recentemente aposentado, que defendeu o Manchester City entre 2008 e 2019.

“Ele foi um dos primeiros jogadores que fizeram algumas transferências para países estrangeiros e se saiu muito bem”, declarou o meia. “Na Inglaterra, ele se tornou um campeão e um real líder, então acho que o que ele fez com alguns outros jogadores é abrir o mercado um pouco mais para os jogadores belgas. Então houve mais interesse em atletas belgas, e eles estão agora abrindo isso como eles jogaram bem. Quando você fala sobre futebol na Bélgica, todo mundo está elogiando no momento. Isso é muito importante, mas isso começou com pessoas como Vinny”.

Se o antigo companheiro de City fez muito pelo clube e pela seleção, outro colega no elenco pode entregar ainda muito ao futebol. O meia foi muito elogioso ao falar sobre o começo de carreira de Phil Foden, que atua em diversas posições e, aos 20 anos, já soma 86 jogos, 19 gols e 14 assistências pelo clube inglês, além de ter ficado na sétima posição do Golden Boy (prêmio do jornal Tuttosport ao melhor sub-21 da Europa) em 2020.

“O Phil (Foden) está jogando muito bem. Ele está conosco há três, quatro anos, desde que era um garoto. Ele ainda é muito novo, e está jogando muito bem. Ele está evoluindo. Ele precisa continuar fazendo isso e, em alguns anos, poderá se tornar um dos melhores jogadores do mundo se quiser. Isso depende dele”, afirmou.

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De Bruyne enche companheiro do City de elogios: 'Poderá ser um dos melhores do mundo se quiser'

Meia belga está desde 2015 no clube inglês

Além de falar de um ícone do passado e um possível do futuro, De Bruyne também respondeu ‘na lata’ sobre nomes do presente. Neymar ou Mbappé? Messi ou Cristiano Ronaldo? Ele pensou pouco antes de escolher o brasileiro e o argentino em duas de diversas perguntas – não necessariamente relacionadas a futebol – em que teve de optar por uma entre duas opções.

O astro do Manchester City só não deu um nome quando foi questionado sobre jogadores que o inspiraram. “Eu gosto de futebol, mas nunca tentei ser outra pessoa. Eu sou eu mesmo e tem sido assim ao longo dos anos”.

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De Bruyne conta que via pouco futebol e não teve uma inspiração: 'Nunca me coloquei como outra pessoa'

Belga concedeu entrevista exclusiva à ESPN

De Bruyne nem precisou de inspirações para inspirar muitos jovens belgas, que, assim como ele, vivem a expectativa de que a geração de ouro coroe o momento com uma medalha dourada no peito. “Devemos estar certos de que fazemos o melhor em cada oportunidade que tivermos. Você nunca sabe o que pode acontecer no futebol, essa é a ambição e o sonho, com certeza”.