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Libertadores: Rival do Grêmio, goleiro do Guaraní pede 'jogo perfeito' e relembra classificação sobre o Corinthians

Após jogar quatro anos pelo Dorados do México e ter tido como técnico Diego Maradona, Gaspar Servio assumiu o gol do Guaraní-PAR em 2020 com uma missão ingrata: disputar a Conmebol Libertadores desde suas fases prévias.

O argentino, porém, não tem do que reclamar. As classificações sobre San Jose-BOL, Corinthians e Palestino garantiram o time paraguaio no grupo B ao lado de Palmeiras, Bolívar e Tigre-ARG.

A segunda posição na chave, atrás apenas da equipe alviverde, mantém o Guaraní vivo na competição. Agora pela frente, nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasíia), o Grêmio pela ida das oitavas de final em Assunção.

Em entrevista à ESPN, Gaspar Servio contou como chegou ao clube aurinegro, a intensidade do time comandado por Gustavo Costas, o enfrentamento contra brasileiros e o próximo rival.

A chegada ao Guaraní

Meu contato é Gustavo Costas. Quando ele assumiu o Guaraní em 2019, eu estava jogando no Dorados, e em agosto me disseram que contariam comigo a partir de dezembro, pois o time estava se classificando para a Copa Libertadores. Me pareceu interessante, porque eu precisava sair do que era o Dorados, e para mim era uma importante oportunidade de voltar a jogar em primeira divisão além de uma competição que todo mundo sonha, a Libertadores. E por meio de Gustavo foi como cheguei ao Guaraní.

O técnico

O que predomina no trabalho de Gustavo é a intensidade dos jogadores. Se você olha o Guaraní, vê que é uma equipe muito intensa, que pressiona muito na frente e está bem ordenada atrás. Às vezes com times grandes, que propõem o jogo, esperamos um pouco mais, tratamos de esperar para entrar no nosso campo, então metemos uma pressão agressiva aí para sair rápido com nossos atacantes, que são jovens e velozes. Nesse sentido, nos sentimos cômodos.

Também dependendo da classe do rival, às vezes jogamos com cinco na defesa - como foi contra o Corinthians -, tratando de dar espaço aos laterais para que possam atacar. O planejamento do Gustavo vem dando certo, porque estamos nas oitavas, e somos a única equipe que passou por todas as fases.

Enfrentar times brasileiros

Corinthians e Palmeiras, como grandes times brasileiros, são complicados, fortes, a história deles diz isso. Jogadores de classe, com o investimento que fazem... mas a verdade é que aqui no Paraguai nós nos sentimos cômodos com os dois. Ganhamos do Corinthians por 1 a 0 ainda que eles tenham tido boas chances de gol, e contra o Palmeiras nos sentimos muito bem, tivemos oportunidades e acredito que merecíamos ganhar, principalmente por duas ou três chances no final do jogo que não aproveitamos.

No Brasil, foi muito complicado contra o Corinthians, primeiro tempo não soubemos como jogar, não estávamos cômodos, Corinthians controlava a bola, mas então expulsam o Pedrinho, e não podíamos nos acomodar. Mas eles fazem um gol logo depois e no final do primeiro tempo eu defendo uma cabeçada do Vagner Love. Se eles fazem o terceiro, ficaria muito difícil para nós, teríamos que fazer dois gols.

O Grêmio

O Grêmio é outra equipe de história, ainda mais na Libertadores, e ultimamente chegando às fases finais da Copa. Sabemos que saiu há pouco o Everton, que era uma peça-chave no time, mas ficaram jogadores que já demonstraram como é usar uma camisa grande como a do Grêmio em jogos decisivos. Sabemos que no primeiro jogo não poderão contar com Kannemann, que nós já conhecemos, é um zagueiro aguerrido, está nos planos da seleção argentina.

Mais do que nada, estamos estudando um rival que não esperávamos. Ao menos queríamos um rival de nível como um Boca e que não nos faria viajar tanto, manter a proximidade com o Paraguai. Nos veio um rival também complicado, ainda mais brasileiro, e para nós será muito difícil. Mas temos fé de que podemos passar - obviamente é um rival no qual você precisa fazer um jogo perfeito, eles não perdoam. Tomara que estejamos à altura, que acordemos bem no dia e fiquemos 100% concentrados durante toda a partida aqui e lá.