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Fifa The Best: quais jogadores e técnicos poderiam, mas não foram indicados?

Os finalistas e as finalistas do prêmio The Best da Fifa da temporada 2019/20 foram anunciados nesta quarta-feira. Se nas disputas femininas não houve nenhuma surpresa significativa, há pontos questionáveis nas categorias masculinas.

Com isso, o ESPN.com.br listou cinco nomes que poderiam estar na disputa de melhor jogador e ficaram de fora, seja pelo desempenho individual ou também pelas conquistas. Além disso, há também três técnicos que estão fora da briga, mas não por falta de argumentos.

Trent Alexander-Arnold: Aos 22 anos, o lateral-direito consolidou-se como o melhor do mundo em sua posição e foi um dos destaques individuais da conquista do Liverpool na Premier League, o primeiro título do Inglês do clube em 30 anos. Foram quatro gols marcados e incríveis 13 assistências distribuídas para um jovem atleta que conseguiu se colocar como um dos pontos mais altos em um time em que o protagonista é o coletivo.

Joshua Kimmich: O dono do meio de campo do time que dominou a Europa e levou todos os títulos. Autor de um golaço que determinou a vitória do Bayern de Munique em Dortmund e o rumo da Bundesliga, o volante é o nome que dita o ritmo do time, tem grande importância defensiva e também ofensiva, como seus sete gols e 15 assistências em 2019-20 comprovam. Seu desempenho ao longo da temporada, por exemplo, foi muito mais constante e impactante do que o de Thiago Alcântara, que está na lista de dez finalistas.

Erling Haaland: Não houve títulos, mas não faltaram gols para o norueguês de 20 anos, que estreou na Champions League como se a conhecesse de longa data – foi o vice-artilheiro da competição com dez gols, mesmo tendo ficado nas oitavas de final. Eleito nos últimos o melhor jogador sub-21 da Europa pelo prêmio Golden Boy, o atacante teve o absurdo de desempenho de 44 gols em 40 jogos na temporada entre seus jogos pelo Red Bull Salzburg e pelo Borussia Dortmund.

Ciro Immobile: Por falar em gols, o italiano não levou à toa a Chuteira de Ouro. O atacante ficou com o prêmio ao anotar 36 gols no Campeonato Italiano (sem contar as nove assistências), sendo fundamental para que a Lazio apesar de uma queda após o retorno do futebol, conseguisse se classificar à fase de grupos da Champions League depois de 13 anos de ausência.

Jordan Henderson: Em prêmio da imprensa inglesa, o capitão do Liverpool foi eleito o melhor da última Premier League, embora na avaliação dos jogadores o vencedor tenha sido Kevin de Bruyne. O volante muitas vezes pode não ser notado por não fazer gols e dar assistências, mas é mais do que um líder dos Reds. Ele é peça fundamental no equilíbrio e no ritmo de um time tão intenso e tão bem treinado.

Jorge Jesus: Conmebol Libertadores, Campeonato Brasileiro, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Campeonato Carioca... O português só não ganhou a Copa do Brasil com o Flamengo – convenhamos que não foi por isso que ele não tenha estado na lista de candidatos ao prêmio de melhor treinador. Além dos títulos, Jesus foi o arquiteto do time que apresentou o melhor futebol da década no Brasil. Nem mesmo a distância do futebol sul-americano ao europeu serve como desculpa para o português não estar entre os finalistas.

Julian Nagelsmann: Finalista da Copa da Alemanha, campanha sólida e com terceiro lugar na Bundesliga e semifinalista da Champions League em sua segunda participação na história. O sucesso do RB Leipzig em 2019-20 é de enorme mérito de Julian Nagelsmann, que viu seu time jogar bem e ser muito convincente, mesmo quando Timo Werner, o grande nome do elenco, deixou o clube antes do fim da temporada. Mesmo sem o seu astro, o técnico viu sua equipe eliminar o Atlético de Madrid nas quartas de final da Champions League.

Gian Piero Gasperini: Poucos minutos separaram a Atalanta de ser a adversária do RB Leipzig na semifinal da Champions League, já que a equipe levou dois gols nos minutos derradeiros do PSG e acabou eliminada nas quartas de final em sua campanha de estreia na Champions. A frustração pela virada no fim não diminuiu o impacto que o time de Bérgamo causou na Europa. Em cenário doméstico, o time terminou em terceiro na Série A e teve outra vez o melhor ataque da Série A com 98 gols. Um número que chama tanta atenção quanto a ausência de Gian Piero Gasperini.

Disputas femininas

Entre as indicadas femininas, chama atenção a ausência de jogadoras dos Estados Unidos, últimas campeãs mundiais. Atual melhor do mundo, Megan Rapinoe (OL Reign), não foi citada, ou mesmo Marta (Orlando Pride), seis vezes campeã. O cenário se deu por conta do impacto da pandemia do coronavírus no futebol feminino dos Estados Unidos. Rapinoe, por exemplo, não quis jogar a Challenge Cup.

Indicados ao ‘The Best’, futebol masculino

Thiago Alcântara (Espanha / Bayern de Munique, hoje no Liverpool)

Cristiano Ronaldo (Portugal / Juventus)

Kevin De Bruyne (Bélgica / Manchester City)

Robert Lewandowski (Polônia / Bayern de Munique)

Sadio Mané (Senegal / Liverpool)

Kylian Mbappé (França / Paris Saint-Germain)

Lionel Messi (Argentina / Barcelona)

Neymar (Brasil / Paris Saint-Germain)

Sergio Ramos (Espanha / Real Madrid)

Mohamed Salah (Egito / Liverpool)

Virgil van Dijk (Holanda / Liverpool)

Indicadas aos ‘The Best’, futebol feminino

Lucy Bronze (Inglaterra / Lyon, hoje no Manchester City)

Delphine Cascarino (França / Lyon)

Caroline Graham Hansen (Noruega / Barcelona)

Pernille Harder (Dinamarca / Wolfsburg, hoje no Chelsea)

Jennifer Hermoso (Espanha / Barcelona)

Ji So-yun (Coreia do Sul / Chelsea)

Sam Kerr (Austrália / Chelsea)

Saki Kumagai (Japão / Lyon)

Dzsenifer Marozsán (Alemanha / Lyon)

Vivianne Miedema (Holanda / Arsenal)

Wendie Renard (França / Lyon)

Indicados como melhor goleiro

Alisson Becker (Brasil / Liverpool)

Thibaut Courtois (Bélgica / Real Madrid)

Keylor Navas (Costa Rica / Paris Saint-Germain)

Manuel Neuer (Alemanha / Bayern de Munique)

Jan Oblak (Eslovênia / Atlético de Madrid)

Marc-André ter Stegen (Alemanha / Barcelona)

Indicadas como melhor goleira

Ann-Katrin Berger (Alemanha / Chelsea)

Sarah Bouhaddi (França / Lyon)

Christiane Endler (Chile / Paris Saint-Germain)

Hedvig Lindahl (Suécia / Wolfsburg, hoje no Atlético de Madrid)

Alyssa Naeher (EUA / Chicago Red Stars)

Ellie Roebuck (Inglaterra / Manchester City)

Indicados melhor técnico, futebol masculino

Marcelo Bielsa (Argentina / Leeds United)

Hans-Dieter Flick (Alemanha / Bayern de Munique)

Jürgen Klopp (Alemanha / Liverpool)

Julen Lopetegui (Espanha / Sevilla)

Zinedine Zidane (França / Real Madrid)

Indicados melhor técnico, futebol feminino

Lluís Cortés (Spain / Barcelona)

Rita Guarino (Itália / Juventus)

Emma Hayes (Inglaterra / Chelsea)

Stephan Lerch (Alemanha / Wolfsburg)

Hege Riise (Noruega / LSK Kvinner)

Jean-Luc Vasseur (França / Lyon)

Sarina Wiegman (Holanda / seleção da Holanda)