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Fagner coloca Corinthians no caminho certo e com chance de dar salto na tabela

Apesar de não ter saído com a vitória, o Corinthians deixou uma boa impressão no último domingo, ao segurar o empate com o Grêmio por 0 a 0, mesmo com dois jogadores expulsos. Destaque da partida, Fagner avalia que o Alvinegro evoluiu e pode dar um salto na tabela, levando em conta o equilíbrio do Campeonato Brasileiro.

“Sabemos que precisamos vencer, mas o futebol não é de qualquer jeito, precisa de organização, de uma estrutura. Neste jogo conseguimos mostrar muita organização. Sabemos das importância das vitórias, para sair de uma zona desconfortável e quem sabe pensar um pouco mais para frente”, disse em entrevista coletiva nesta terça-feira.

“O campeonato está muito embolado, a diferença do 9º colocado para a zona de rebaixamento é pequena (quatro pontos), então sabemos que duas vitórias te colocam lá para cima, como dois jogos sem vencer também podem complicar. Temos que saber pontuar, saber que nem sempre dá para vencer, mas ao menos buscar o empate como no domingo”, completou.

Com 26 pontos, o Corinthians é apenas o 14º colocado na tabela, dois pontos acima do Vasco, primeiro time da zona de rebaixamento.

“É claro que tem uma pressão muito grande, mas estamos trabalhando sempre a partir do lado positivo, para sair dessa zona o quanto antes. Não adianta também ficar se lamentando, ou pensando muito”, completou o lateral.

Nesta quarta-feira, o Timão tem duelo direto com o Coritiba, às 21h30 (Brasília) no Couto Pereira, pela 23ª rodada do Brasileiro. Os paranaenses aparecem em 18º, com 20 pontos.

Confira outros trechos da entrevista de Fagner

Seleção Brasileira

“Sempre disse quando todo mundo começou a falar sobre a possibilidade de ir para a Seleção que o meu foco é o Corinthians. Todo mundo sonha, comigo não é diferente, mas se acontecer de voltar para a Seleção é pelo o que eu fiz no clube. Estou sempre tentando melhorar, tanto fisicamente, quanto tecnicamente”

Reação após o jogo de domingo, virada de página

“Óbvio que gostaríamos da vitória, mas pelas circunstâncias do jogo saímos com a sensação de dever comprido. Tivemos ainda uma grande chance de talvez sair com a vitória, mas a sensação no vestiário foi de dever cumprido. Fico feliz pela minha atuação, mas também destaco muito a atuação dos meus colegas, o futebol é coletivo. Esse jogo e o jogo do Internacional servem como parâmetros termos na frente e buscarmos subir na tabela”

Críticas da torcida

“A gente é ser humano, vai ter jogo que as coisas não vão dar certo, vão existir esses momentos. Minha família sempre esteve do meu lado. Hoje, com mais maturidade, tento me isentar de muitas coisas, manter o equilíbrio, continuar trabalhando porque quarta se não for bem já vou ser cobrado. Domingo já ficou no passado, cada jogo tem sua história, mas temos que evoluir a cada partida e tentar fazer o melhor para o Corinthians”

Importância dos próximos jogos

“A gente sabe da importância dos dois jogos, são jogos de seis pontos. É pontuar e tentar fazer grandes jogos. A gente tem condição de fazer grandes jogos, mas pensando em um adversário de cada vez”

Quase gol no domingo e risco de rebaixamento

“Até brinquei com o grupo, o Vanderlei poderia fazer aquela defesa na quinta-feira, qualquer outro dia. Mas falando sério, ele fez o trabalho dele, foi uma defesa difícil, acho que fiz o certo que era acertar o gol e forte, mas são coisas que acontecem. A gente sabe da dificuldade, tem uma pressão muito grande, mas estamos trabalhando sempre a partir do lado positivo para sair dali o quanto antes, porque não adianta também ficar se lamentando, ou pensando muito”

Análise da temporada

“Vejo como você falou de 2014, um ano de reconstrução. No início do ano, começamos com um treinador e a ideia do clube era mudar o estilo de jogo. Deu certo por um momento, mas depois parou. Acabamos perdendo a confiança e houve a troca. Não conseguimos as vitórias com o Coelho, aí chega o Mancini e acolhe todo mundo, como o Coelho tinha feito também. A gente está buscando melhorar, aos poucos estamos recuperando a nossa confiança. O mental do atleta no futebol é tudo, precisa ter a confiança, respaldo, e isso estamos recuperando com os jogos. Estamos sentindo que as coisas estão caminhando para o lado certo”

Fora da Seleção Brasileira e turbulência no ano

“Eu continuo trabalhando, nem no momento bom eu me empolgo, nem no momento ruim eu acho que estava tudo ruim. Não repensei nada da minha carreira, penso em vencer, vencer. Penso em buscar a vitória amanhã, depois no fim de semana e assim por diante. Se tiver que acontecer, se o Tite achar que eu estou no nível vai ser uma honra, um prazer muito grande”

Atuar mais avançado

“Eu procuro ajudar de todas as formas, se as circunstâncias do jogo se oferecem dessa maneira e o Mancini achar melhor jogar com três zagueiro, adiantando os laterais e defendendo com 5, pode ser, depende do jogo. Aonde eu estiver quero me doar da melhor maneira possível”

Retrospecto fraco na Arena

“A gente sabe da força da torcida na nossa casa, quanto eles pressionam o adversário. E tivemos um momento difícil também, oscilamos bastante. São dificuldades que a pandemia trouxe. Mas a gente tem que saber lidar com isso, porque sabemos que não vamos ter o estádio lotado por um bom tempo; é virar essa chavinha, para que a gente possa tirar proveito do estádio da melhor maneira possível e consiga as vitórias para subir na tabela”

Expulsões e solidez defensiva

“Difícil falar que não vai ser vazado, trabalhamos todos os dias para não tomar gol, mas do outro lado também tem uma equipe que trabalha para vencer o jogo. Com relação às expulsões, são situações de jogo, não vejo motivo de um trabalho psicológico específico, não foram os mesmos atletas, ou cenas repetidas. Todas as expulsões serviram de aprendizado, na vida muitas vezes a gente só aprende quando comete um erro”

Brasileirão equilibrado

“Acredito muito pela pandemia, que fez com que os atletas ficassem quatro meses em casa, normalmente a gente fica o ano inteiro em competição, e isso faz com que tecnicamente as equipes cheguem nessa etapa do ano já para definir campeonato. A gente sabe que o Brasileiro sempre foi disputado. Outro fator é não ter a torcida, os jogos tem sido mais equilibrados. São vários fatores e é difícil dizer quem vai ser campeão, quem vai cair, vai ter que ser muito no jogo a jogo”