<
>

Por que Guardiola seguiu no City, nem pensou no Barcelona, e o que Messi tem a ver com isso

Pep Guardiola acertou nesta quinta-feira sua renovação por outros dois anos com o Manchester City, a segunda desde que se comprometeu com o clube inglês em fevereiro de 2016, quando estava no fim de seu vínculo no Bayern de Munique. Técnico de contratos curtos, o catalão sempre quis ser dono de seu destino, não assinando por mais de três anos. Mas irá converter o City em sua segunda casa depois de uma renovação que o fará ser o treinador mais longevo do clube desde que Les McDowall permaneceu 13 temporadas em seu banco (entre 1950 e 1963).

Se nas últimas semanas se pôde especular com que seu nome fosse uma arma eleitoral no Barcelona, esta circunstância se encerrou com o anúncio de sua continuidade no clube inglês. E pode ser que nas próximas semanas o que entre em cena seja o nome de Lionel Messi relacionado ao clube inglês.

É que quando ainda ressoam os ecos da última queixa pública do craque argentino, cuja continuidade no Camp Nou além do final da temporada não está nada claro, é uma evidência que o City mantém, com o apoio implícito de Pep, o interesse em assinar com Messi, desde que seja o jogador que transmita o seu desejo de vestir a camisa azul.

A realidade atual é que Guardiola, contra tudo que se imaginava no momento, ligou seu futuro a um Manchester City em que alcançará sete anos de permanência. Algo que não ocorreu nem em Munique, onde ficou apenas três temporadas, nem antes em Barcelona, em sua casa, de onde saiu após quatro campanhas no comando.

Oito anos após sua saída do Barcelona, que veio a ser anunciada oficialmente em 27 de abril de 2012, três dias depois de a equipe azul-grená ter sido eliminada pelo Chelsea nas semifinais da Champions League, Guardiola se sente feliz em Manchester, onde encontrou o apoio incondicional que perdeu no Camp Nou e nunca chegou a ter por completo em Munique.

No Barça, a deterioração de sua relação com a direção do clube foi um fato a partir da chegada de Sandro Rosell à presidência em substituição a Joan Laporta, em paralelo com sua ascensão entre alguns dos jogadores do elenco, que viram seu mando debilitado até provocar que não chegasse a assinar um terceiro contrato com o clube de sua vida, convencido de ser o momento ideal para sair.

O desafio no Manchester City é tanto conquistar a Europa como manter a excelência em um futebol de marca, que com Pep se dá certamente e, assim, se entende que seu absoluto controle no clube e o fato de conseguir que não tenham rupturas - que ocorreram tanto nem Barcelona quanto e Munique - o seduziram a, contra a vontade expressa de dois anos antes, manter seu compromisso com o clube.

Justo quando em Barcelona começa a campanha eleitoral, e seu nome poderia entrar em jogo, Guardiola fechou a torneira das especulações de uma vez. Seguirá em Manchester. Onde quer estar. E a sua maneira.