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Neymar como espelho, David Neres tradutor e número 39 até na pele: veja entrevista exclusiva com Antony

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Tradutor David Neres! Antony conta como companheiro brasileiro tem o ajudado no Ajax (0:47)

'O Neres me ajuda muito', disse o atacante brasileiro (0:47)

Cinco gols, duas assistências, boas atuações e um grande motivo de animação para os torcedores. Em dez jogos, Antony, de 20 anos, já tem encantando no Ajax e mostra uma rápida adaptação em sua chegada ao futebol europeu, após menos de quatro meses.

“No começo era um pouco difícil, mas aí eu fui pegando as coisas rapidamente, as questões de posicionamento, o que o treinador pedia. Sou um cara que observa muito. Sempre tento melhorar. Desde o começo tenho observado muitas coisas, a mudança de posicionamento, que era um pouco mais difícil para mim”, afirmou o ex-jogador do São Paulo em entrevista exclusiva a João Castelo-Branco, repórter dos canais ESPN.

Enquanto dentro de campo ele vai se acostumando com a maior intensidade nos jogos, o atacante conta com a ajuda de um conterrâneo para se comunicar em inglês no dia a dia. Também formado no São Paulo, David Neres está desde o começo de 2017 no clube holandês e, assim, permite que Antony se comunique melhor com os companheiros.

“Até hoje tenho um pouco de dificuldade para falar, eu entendo bem, mas para falar é um pouco mais difícil. Desde os primeiros dias ele me ajudou muito nisso. Quando alguns jogadores ou comissão técnica falavam comigo, ele sempre estava perto para me ajudar. E tem um preparador físico brasileiro aqui no clube que me ajuda.”

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Tradutor David Neres! Antony conta como companheiro brasileiro tem o ajudado no Ajax

'O Neres me ajuda muito', disse o atacante brasileiro

É neste cenário que Antony vai se firmando no Ajax, um time que foi a escolha dele entre diferentes opções.

“Quando eu recebi propostas, teve outros clubes, e o Ajax foi o primeiro clube que veio atrás de mim. Desde então fiquei um pouco empolgado, sabemos do futebol que tem aqui, a escola”, disse o jogador. “Aqui foi um lugar onde eu, meus empresários e minha família decidimos, um lugar perfeito para eu começar na Europa. Tomamos a melhor escolha, e estou muito feliz de vestir essa camisa”.

A felicidade, aliás, tem ido além de vestir a camisa de um clube tão tradicional no futebol, já que ele também vive a emoção de disputar a sua primeira Champions League.

“Quando você entra ali e escuta aquela música, você se arrepia todo, começa a pensar em tudo o que passou lá atrás, o tanto que sofreu para poder chegar... e fico feliz, ainda mais de marcar”, disse o atacante, que atuou os 90 minutos no empate com a Atalanta e na vitória sobre o Midtjylland, jogo em que fez um gol na vitória por 2 a 1.

Ele só não esteve em campo no torneio contra o Liverpool, mas poderá ter a chance de encarar os atuais campeões da Premier League em 1º de dezembro, quando o time de Amsterdã irá a Anfield pela quinta rodada da fase de grupos da Champions League.

“Eu não vejo a hora de chegar esse momento, a gente sabe do grande clube que o Liverpool é, sabemos da nossa qualidade, sabemos que vai ser um jogo muito bom, de poder enfrentar o campeão, é muito importante para nós, para nossa evolução. Esse jogo que estou me preparando muito, estou focado nisso, mas vamos viver hoje, ir passo a passo. Vamos com calma, quando chegar o jogo vamos dar nosso melhor e, se Deus quiser, sair com o resultado positivo.”

Tendo a chance de jogar na principal competição de clubes do mundo, Antony também tem no topo do futebol uma de suas grandes inspirações.

“Dentro de campo, o Neymar para mim chegou em um nível que briga entre os melhores do mundo. Dentro de campo é alguém que me espelho muito, essa personalidade dele que é diferenciada para mim, quando entra dentro de campo, ele resolve os problemas”, afirmou o atacante, que ri ao escutar uma brincadeira de que sua ambição era grande. “Tem que pensar alto”, respondeu, aos risos.

Antony talvez só não tenha tanta ‘ambição’ quanto o assunto é número de camisa. Afinal, ele não pensa em números cobiçados como o 7, o 9 ou, principalmente, o 10. Para ele, o 39 é sempre a primeira opção. Mas por quê?

“Foi o meu primeiro jogo, comecei bem com esse número. Dali em diante foi crescendo cada vez mais, fui gostando cada vez mais, minha família gosta muito desse número”, contou o brasileiro enquanto mostra o 39 que está tatuado em seu braço direito.

Com o 39 às costas – e na pele -, Antony vive um início digno de camisa 10 no Ajax.

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Antony recusaria até a camisa 10 para seguir com o número 39: 'Tenho até uma tatuagem'

'A minha família gosta muito desse número', disse o atacante do Ajax