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Contra o Brasil, Venezuela busca reencontrar identidade, não enfrenta Neymar de novo e só quer 'dar uma alegria ao país'

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Tite confirma Richarlison como 'nove' na seleção brasileira e Firmino livre para ser 'mais arco que flecha' (1:34)

Treinador não entrou em detalhes, mas deu dicas de como funcionará o Brasil contra a Venezuela (1:34)

A seleção da Venezuela que enfrenta o Brasil nesta sexta-feira no Morumbi pela terceira rodada das eliminatórias sul-americanas à Copa do Mundo de 2022 busca uma identidade.

Afinal de contas, a “revolução” do futebol no país sofreu um revés após a saída de Rafael Dudamel do comando para uma aventura que durou poucos meses no Atlético-MG no começo de 2020.

Com o ex-goleiro como técnico, a Vinotinto conseguiu um empate sem gols diante da equipe de Tite na Arena Fonte Nova pela Copa América do ano passado. E com uma coincidência para o jogo desta sexta: outra vez sem Neymar como rival - o atacante do PSG, que se recupera de lesão, e perdeu o torneio em 2019 por sofrer ruptura de ligamentos do tornozelo direito.

Agora, o português Jose Peseiro é quem assumiu a Venezuela, mas não teve bom rendimento na primeira jornada das eliminatórias: duas derrotas para Colômbia fora (3x0) e Paraguai em casa (1x0).

A tentativa de manter o esquema dos tempos de Dudamel não deu certo, e o treinador busca dar encaixe novamente às peças de futuro.

O time tem nomes conhecidos do público brasileiro como Otero (hoje no Corinthians), Soteldo (do Santos) e Jefferson Savarino (Atlético-MG) além de diversos jogadores atuando em Américas, Ásia e Europa.

Treinando durante a semana inteira no CT do Palmeiras, a Venezuela recebeu a visita de Alejandro Guerra, afastado dos treinos da equipe alviverde. “Vim saudá-los e recordá-los que têm um grande time. Esperamos que esta seja a eliminatória na qual a Venezuela possa chegar ao Mundial”, diz o meia.

“Foi um bom encontro. Enfrentar o Brasil em sua casa não é fácil, e sempre dá tensão. Eu vivi isso. Os meninos devem ter muita concentração, mas este time conta a vantagem de ter jogadores que são importantes em seus clubes, jogando na Europa. Eles tomam isso com naturalidade”, analisou Guerra.

No histórico, a Venezuela possui apenas uma vitória sobre o Brasil em amistoso disputado em 2008: 2 a 0 nos Estados Unidos, gols de Giancarlo Maldonado e Ronald Vargas. O volante (e hoje capitão) Tomás Rincón estava em campo naquele triunfo.

Em 25 partidas, a seleção pentacampeã tem 21 vitórias, três empates, 89 gols marcados e apenas oito sofridos. Ainda assim, o retrospecto não intimida o atual elenco vinotinto.

“Queremos dar uma alegria ao país, por isso vamos sair para comermos a grama. Agora vejo um grupo unido e compacto. Por isso, estou certo de que as coisas vão sair bem na sexta-feira para nós”, disse o meio-campista Cristian Cásseres.