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Ex-Flamengo e Athletico-PR lembra Carnaval com Adriano Imperador e diz que não pensa em voltar ao Brasil tão cedo

Ex-jogador do Flamengo, Marcelo Cirino é conhecido por muitos por conta de suas duas passagens pelo Athletico-PR. Durante a primeira, entre 2012 e 2014, o atacante teve como um de seus parceiros de ataque Adriano Imperador.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o jogador contou o quão especial foi ter um ídolo da infância como companheiro de vestiário.

“Foi incrível jogar ao lado do Adriano Imperador. Eu falava: ‘Pouco tempo antes, eu brigava com meus amigos para ver quem iria pegar a Inter de Milão no videogame para pegar você, Ibra, Recoba e hoje estou do seu lado'. Ele falava: ‘Para, hoje estou aqui para ajudar vocês”, disse.

Durante o curto período que teve o marcante centroavante como parceiro de equipe, Cirino conseguiu ter uma história curiosa com o atleta.

“No Carnaval de 2014 eu estava em casa fazendo um churrasco com a minha família e meus amigos. Nisso, o Adriano me ligou para eu ir a casa dele junto com os amigos dele. Respondi que não podia sair porque estava com uns oito convidados. O Adriano me mandou levar todo mundo (risos)”, revelou.

“Eu disse: ‘Você tá maluco? Se levar meus amigos, eles vão ficar loucos!’ O Adriano disse que se eu não fosse, ele ia me pegar no treino. Eu fui (risos). O Adriano tratou meus pais, meus irmãos e meus amigos super bem. Tirou foto com todo mundo. Quem conhece sabe o tamanho do coração dele”, completou.

Vida na China

No início de 2020, após o fim de seu contrato no Athletico, Cirino decidiu deixar o clube e foi contratado pelo Chongqing Dandai.

“Eu não tinha proposta nem sondagem no Brasil. Depois, chegou a possibilidade de vir para China. O diretor do clube foi a minha casa em Curitiba e nos fez uma proposta. Mesmo eu podendo assinar um pré-contrato, em setembro, não assinei nada. Porque eu queria que assinasse só depois que terminasse o meu contrato com Athletico por respeito. Não queria estragar a história que fiz no clube. Deixei tudo certo, mas só assinei depois”.

O atacante revelou não possui o desejo de retornar ao Brasil tão cedo.

“Eu tenho contrato aqui. Quando decidi encerar meu tempo no Athletico, era para viver fora do Brasil mesmo. Espero que o clube queira que eu permaneça ano que vem e possa cumprir meu contrato. Depois, a gente vê o que irá acontecer”, afirmou.

O primeiro ano, porém, não foi o melhor para o clube, por conta da pandemia de coronavírus. A esperança por uma próxima temporada melhor, ainda assim, permanece.

“Esse primeiro ano foi bem complicado. A liga está acabando, porém, a gente não estava na nossa cidade. A gente ficou fechado em um complexo em outra cidade. Ficamos muito tempo longe da nossa família, que mora Chongqing”.

“Está sendo uma experiência muito bacana e muito boa. O Campeonato Chinês tem melhorado com os jogadores que chegaram. Estou muito feliz apesar de tudo que vem acontecendo. Espero que no próximo ano as coisas melhorem e a gente possa aproveitar mais o país”, avaliou.

Esta não é a primeira oportunidade que Cirino tem fora do Brasil. Em 2017, depois de passar pelo Internacional, o atacante atuou em Dubai. “Fui para o Inter por meio do Zago. Muita gente não entende por que troquei o Flamengo na Libertadores para jogar a Série B pelo Inter. Só quem está lá dentro sabe como é”.

“Mas as coisas não estavam boas no Flamengo, porque não estava jogando e fui para ter uma chance de conseguir mais minutos em campo. Infelizmente, com a demissão do Zago, eu perdi espaço. Eu sempre via jogos do Inter no Beira-Rio lotado e aquilo me motivava. Não me arrependo de pedir para o Flamengo para ser liberado”, disse.

“Depois, fui emprestado, em 2017 para Dubai. Fui pego de surpresa na época. Os diretores do Inter me avisaram que receberam a proposta e não tinham como cobrir. Precisavam me liberar mesmo contra a vontade deles. Dubai é o sonho de muita gente para morar. Foi uma experiência muito boa porque fiz 26 jogos e 14 gols. Fui treinado pelo Cesare Prandelli e depois trabalhei com um sérvio. Eu só não fiquei por casa de questões burocráticas e de valores. É um lugar que gostaria de voltar um dia”, finalizou.