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Ex-Flamengo e Athletico revela que já esteve a uma assinatura do Corinthians: 'Até hoje não sei dizer por que não aconteceu'

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Marcelo Cirino conta como quase foi parar no Corinthians (3:04)

Ex-Athletico-PR, o atacante atualmente joga no Chongqing Lifan, da China (3:04)

Hoje no Chongqing Lifan, da China, Marcelo Cirino conquistou fama no futebol brasileiro por suas passagens pelo Athletico-PR. Formado na base do clube rubro-negro de Curitiba, o atacante despontou para o futebol em 2013, quando foi vice da Copa do Brasil e terceiro no Brasileiro.

Com o destaque, ele foi especulado em vários times antes de ir para o Flamengo, em janeiro de 2015. O que poucos sabem é que, antes, no meio de 2014, o Corinthians esteve próximo de acertar sua chegada.

“Na parada da Copa de 2014 estava acertado com o Corinthians. Meu empresário foi na minha casa em Curitiba e disse que precisava conversar comigo em um sábado de manhã. Minha mãe estava fazendo café e até perguntei se tinha acontecido alguma coisa porque aquilo não era normal (risos)", disse, ao ESPN.com.br.

A novidade era a provável saída do Athletico-PR.

"Ele me disse que eu iria para o Corinthians e tomei um susto! Ele iria durante a semana para São Paulo só para acertar tudo. O Edu Gaspar já tinha me ligado para tentar me convencer a ir para o Corinthians”.

“Fiquei muito feliz, mas foi passando o tempo e as coisas não aconteceram. Tinha feito cinco jogos e se fizesse mais dois não poderia sair. Não entendi nada, porque, segundo o meu empresário, já estava tudo certo. As coisas não batiam o martelo. Eu continuei treinando normalmente e o professor Doriva falou que precisava me levar para os jogos, porque não tinha muitas opções. Fiz um jogo contra o Flamengo, em Volta Redonda. O outro seria contra o Criciúma, em Curitiba, eu joguei e melou a negociação", explicou.

Cirino garante que até hoje não sabe os reais motivos pelos quais não foi ao Corinthians.

"Muita gente falou em valores, não se acertaram. Mas eu realmente não entendo por que [não acertei] se meu empresário foi para São Paulo para definir o tempo de contrato e salário, mas de última hora as coisas não aconteceram. Até hoje não sei te dizer por que a negociação não aconteceu".

Começo como goleiro

Até virar profissional, Cirino contou que chegou a ser reprovado em testes no São Paulo e foi goleiro em escolinhas de futsal, antes de ir para o Athletico.

“Como toda criança eu queria ser jogador de futebol. Fiz um teste no São Paulo e não passei, em 2007. Passei por muitas escolinhas e eu era goleiro de futsal. Eu jogava contra os mais velhos e ia ser titular, pedi para o meu pai comprar uma luva, mas ele não comprou. O professor passou em casa para me buscar, mas meu pai não deixou. Eu fiquei muito triste e chorei. Meu pai falou para eu jogar na linha”.

“Eu jogava nos jogos contra os times das ruas em Maringá e era muito fã do Carlos Germano, goleiro Vasco. Todas as defesas que fazia eu gritava o nome dele. Mas ainda bem que virei atacante porque não sei se seria um bom goleiro”, brincou.

Cirino demorou a se firmar no time do Athletico, chegando a ser emprestado ao Vitória, em 2011. Mas, segundo ele, o motivo desta saída foi exterior aos gramados.

“Subi com o professor Geninho em julho, e o primeiro jogo, contra o Atlético-MG, na Arena, a gente perdeu. O time estava muito mal e até para me preservar, porque tinha só 17 anos, voltei para a base. Em outubro, o professor Antônio Lopes me subiu em definitivo. A primeira partida foi no Maracanã e achei até que seria cortado do banco, mas o assessor de imprensa mandou uma mensagem no meu celular. Eu não entendi nada, mas no vestiário vi minha chuteira. Eu entrei no segundo tempo e fiz até um gol”.

“Eu fui para o Vitória por meio do Antônio Lopes, porque não estava jogando muito no Athletico-PR. A diretoria tinha uma rixa com meus empresários, que eram muito amigos do Petraglia e começaram a me vetar. Foi uma passagem curta, de nove meses. Eu aceitei pelo carinho com o professor e pela chance de jogar”, completou.

O retorno ao Furacão veio por meio do presidente Mário Celso Petraglia, em 2012. Mas foi no ano seguinte, sob o comando de Vágner Mancini, que o destaque começou a surgir, incluindo a campanha vice-campeã da Copa do Brasil daquele ano.

“Começamos o Brasileiro muito mal com o time em 19º. O professor Vágner Mancini assumiu na parada da Copa das Confederações e as coisas aconteceram. Tenho muito que agradecer por tudo que fez por mim e pelo grupo. Deu um gás a mais que precisávamos. A gente sabe o tanto que trabalhamos para sair daquela situação. As vitórias nos deram mais confiança”, disse.

“Um jogo marcante foi a vitória contra o Atlético-MG que acabou com a invencibilidade de 38 partidas deles no Independência. Nós vencemos com um gol aos 47 minutos. Ali vimos que tínhamos força. Nosso grupo era muito bom porque quem entrava dava conta do recado. Foi o ano que fiquei mais visível e meu nome começou ser colocado na imprensa com vários times interessados”, relembrou.