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Oferecido ao Palmeiras, ex-Boca encara pressão nos EUA e 'barra' Chicharito para apostar em ex-Corinthians

Guillermo Barros Schelotto não está preocupado quanto ao seu futuro como técnico do LA Galaxy, depois de especulações a respeito de que Robbie Keane, lenda do clube, poderia substituí-lo. Recentemente, o argentino foi manchete no Brasil ao ser oferecido ao Palmeiras.

O Galaxy venceu o Vancouver Whitecaps por 1 a 0 no domingo, encerrando uma sequência de seis derrotas, mas o time segue na última posição da Conferência Oeste da MLS, e grupos de torcedores divulgaram na semana passada um comunicado em protesto contra a situação do clube.

Schelotto não incomodou-se.

“Eu sei como é o futebol”, declarou em entrevista por vídeo após o jogo. “Eu sei como é a mídia em situações como a que temos passado nos últimos tempos. Somos parte deste futebol. Há mais pressão em alguns lugares do que nos outros, em alguns lugares menos do que nos outros, mas eu entendo de futebol e não tenho nada a dizer. Eu sei o que estamos fazendo, eu sei o número de jovens jogadores que estão jogando e, a respeito de mim (e o futuro), eu não tenho nada a dizer”.

Questionado sobre se o clube está na mesma página em termos do que acontece daqui para frente, o técnico indicou que sim, apesar de relatos que ligam o ex-atacante Keane à sua posição.

“Sim, ninguém falou qualquer coisa para contradizer isso”, afirmou o argentino. “Todo mundo tem que entender o ano que estamos vivendo. É uma temporada curta, jogando a cada três dias e tudo mais. Obviamente, temos que pensar no futuro. Estou 100% relaxado e trabalhando duro todos os dias para dar meu melhor e para ter um grande fim de temporada”.

O atacante Javier Hernández, o Chicharito, tem sido fortemente criticado após ter feito apenas um gol em dez jogos até o momento na MLS.

Schelotto tirou o ‘jogador designado’ do time titular contra os Whitecaps, mas negou que tinha algo a ver com seu comportamento fora de campo, em vez disso, indicou que só queria jogar com um atacante e preferiu Yony González, ex-Corinthians e Fluminense, que saiu machucado e foi substituído por Chicharito aos 5min do segundo tempo.

“As decisões que eu tomo são sempre, independentemente do que acontece dentro e fora do vestiário, por motivos futebolísticos e sempre procurando pelo melhor para o time”, disse. “Eu achei que era o melhor para o time que Yony González jogasse e não Javier Hernández”.

O Galaxy tem cinco jogos até o fim da temporada regular e irá buscar se aproximar da zona de playoffs contra o LAFC no domingo.

A equipe terminou na lanterna da Conferência Oeste em 2017, ficou de fora dos playoffs em 2018 e perdeu para o seu rival local na semifinal de conferência em 2019.