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Felipão estreia pelo Cruzeiro com desafio de superar média absurda de 1 técnico a cada 11 jogos no clube

Começa nesta terça-feira, de forma oficial, a segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo Cruzeiro. O último técnico campeão mundial pela seleção brasileira estreia às 21h30 (de Brasília), contra o Operário, em Ponta Grossa, pela 17ª rodada da Série B.

Claro que o desafio de Felipão será tirar a Raposa da zona de rebaixamento e exterminar qualquer risco de queda para a Série C. Quem sabe até fazer a torcida sonhar com o acesso, que parece cada vez mais difícil. Mas há outro desafio a ser enfrentado: a alta rotatividade na Toca da Raposa.

Desde a demissão de Mano Menezes, que chegou a ser o técnico há mais tempo empregado no Brasil, o Cruzeiro tem uma assustadora média de um treinador a cada 11 jogos ou 84 dias. Passaram pelo clube neste período: Rogério Ceni, Abel Braga, Adilson Batista, Enderson Moreira e Ney Franco.

Veja os números dos últimos 5 técnicos do Cruzeiro:

  • Rogério Ceni - 8 jogos (2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas) - 46 dias

  • Abel Braga - 14 jogos (3 vitórias, 8 empates e 3 derrotas) - 63 dias

  • Adilson Batista - 15 jogos (4 vitórias, 4 empates e 7 derrotas) - 107 dias

  • Enderson Moreira - 12 jogos (6 vitórias, 3 empates e 3 derrotas) - 175 dias

  • Ney Franco - 7 (2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas) - 32 dias

Vale ressaltar que os únicos a superarem a barreira dos 100 dias são também aqueles que tiveram uma pausa no calendário a seu favor. Adilson Batista assumiu em novembro, para os três jogos finais do Campeonato Brasileiro, e foi mantido na virada da temporada até perder o emprego no Campeonato Mineiro.

O caso de Enderson é ainda maior, já que o técnico assumiu o cargo poucos dias após a interrupção do futebol brasileiro e viu o time ficar meses sem atuar, por causa da pandemia de COVID-19.

O fantasma da troca acelerada de técnicos no Cruzeiro serve de experiência para Scolari, que assinou contrato até dezembro de 2022 e chegou ao clube falando em trabalho a longo prazo, quem sabe até maior do que a duração do seu contrato.

Restam 22 jogos para o fim da temporada, o que significa o dobro da média de permanência dos seus antecessores. Cabe a Felipão usar toda a sua bagagem para não virar estatística. Ao menos não uma negativa.