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Seleção brasileira: Tite completa 50 jogos entre os melhores da história do país e em busca de feito inédito

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Tite não se preocupa com marca de 50 jogos: 'Me preocupo apenas com o desempenho' (0:57)

Técnico completará 50 jogos a frente da seleção na terça-feira (0:57)

A terça-feira (13) será especial para Tite. Assim que a bola rolar para Peru x Brasil, às 21h (de Brasília), em Lima, o treinador chegará à marca de 50 jogos no comando da seleção, um feito importante e que carimba ainda mais seu nome na história da equipe nacional.

Em 49 jogos até aqui, Tite soma 35 vitórias, dez empates e quatro derrotas pelo Brasil, um aproveitamento de 78,2%. A estreia foi com um 3 a 0 sobre o Equador, na altitude de Quito, em 1º de setembro de 2016.

Esses números colocam o gaúcho à frente de muitos de seus antecessores e entre os treinadores de melhor resultado pela seleção. Dos trabalhos mais recentes, por exemplo, Tite está à frente dos dois últimos campeões mundiais: Carlos Alberto Parreira fez 74,2% dos pontos, entre 1991 e 1994, enquanto Luiz Felipe Scolari somou 76,4% dos pontos de 2001 a 2002.

Também tem números melhores em comparação às duas passagens de Dunga (75,6%, entre 2014 e 2016, e 75,4%, de 2006 a 2010) e à última de Felipão, que, entre 2012 e 2014, fez 72,5% dos pontos.

Historicamente, em termos de resultado, Tite está um pouco abaixo de nomes como Vicente Feola, campeão mundial em 1958 (80,7% de aproveitamento), e também Telê Santana, que passou duas vezes pela seleção, entre 1981 e 1986, com 81,1% dos pontos ganhos.

O próprio treinador, que falou de completar 50 jogos na última entrevista antes da viagem ao Peru, mostrou orgulho dos números após a goleada sobre a Bolívia, na estreia das eliminatórias sul-americanas.

"São 24 jogos oficiais, com média de 60% de posse de bola, 16 finalizações e sete certas por jogo. Queremos jogar bem traduzir em resultados. Não adianta ficar com a bola e finalizar pouco. Então, no mínimo, para jogar bem tem que finalizar 16 vezes", disse Tite.

Com contrato até dezembro de 2022, ele certamente aumentará seu recorde de jogos e tentará chegar ao que nenhum comandante brasileiro conseguiu: ser campeão do mundo na segunda Copa da carreira. Os vencedores de outros Mundiais - Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Parreira e Felipão - ganharam na primeira chance que tiveram.

Zagallo, por exemplo, dirigiu o Brasil novamente nas Copas de 1974 e 1998, Parreira teve uma nova chance em 2006 e Scolari foi o comandante no Mundial de 2014. Nenhum deles voltou com o caneco. Será que Tite, eliminado nas quartas de final em 2018, vai quebrar essa marca?