O Palmeiras recebe o Ceará neste sábado, às 19h (de Brasília), no Allianz Parque, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A equipe alviverde terá três desfalques certos: o volante Gabriel Menino e os meias Lucas Lima e Zé Rafael, todos suspensos pelo 3º cartão amarelo.
No entanto, o Vozão vive situação pior, e viajou para São Paulo sem cinco titulares, todos considerados essenciais pelo técnico Guto Ferreira.
Os atletas que ficaram de fora são os laterais titulares (Samuel Xavier e Bruno Pacheco), o zagueiro Luiz Otávlo, o volante Fernando Sobral e o meia Vina.
Xavier e Pacheco estão lesionados, enquanto os desgastados Luiz Otávio, Sobral e Vina serão poupados por Guto, objetivando a partida contra o Athletico-PR, no meio da próxima semana.
Com isso, o time escalado pelo Ceará deve ter Fernando Prass; Eduardo, Tiago, Brock e Alyson; Charles, Fabinho e Lima, Leandro Carvalho, Felipe Silva e Cléber.
O Alviverde, por sua vez, deve ir a campo com Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Matías Viña; Patrick de Paula, Bruno Henrique e Raphael Veiga; Rony, Wesley e Willian.
Esse é o time que goleou o Bolívar-BOL por 5 a 0, na quarta-feira, pela Conmebol Libertadores. Há ainda a possibilidade, porém, de Luiz Adriano e Gabriel Veron entrarem na frente.
Esta será a 4ª vez que o Palmeiras terá chance de enfrentar um rival bastante modificado no Allianz Parque. O desempenho até agora, porém, não é nada animador.
Na 2ª rodada, o Alviverde recebeu o Goiás com 15 desfalques por COVID-19 e só empatou por 1 a 1.
Depois, na 7ª rodada, o Internacional entrou em campo com uma equipe quase toda reserva, colocando os titulares apenas na 2ª etapa. Novamente, empate por 1 a 1.
Já na 12ª rodada, foi a vez do Flamengo jogar na arena palestrina com quase duas dezenas de desfalques por COVID-19. E, outra vez, o placar ficou no 1 a 1.
FERNANDO PRASS RETORNA AO ALLIANZ
O jogo entre Palmeiras e Ceará também marcará o retorno do goleiro Fernando Prass ao Allianz Parque, mas agora como rival alviverde.
Prass fez história no Palestra Itália. Ele jogou pela equipe alviverde entre 2013 e 2019, passando por momentos muito importantes no clube.
Em 2013, ajudou o Verdão a retornar da Série B para a Série A. No ano seguinte, foi essencial para o time se manter na elite nacional, no ano do centenário.
Daí em diante, porém, Prass viveu muitas glórias.
Em 2015, o goleiro fez uma temporada magistral e foi decisivo na conquista da Copa do Brasil, inclusive batendo o último pênalti na decisão contra o Santos.
Já em 2016, vinha bem novamente e foi até convocado para representar a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
No entanto, acabou quebrando o braço e foi substituído por Weverton, então titular do Athletico-PR.
Prass, porém, retornaria ainda para a penúltima rodada do Brasileirão, e entrou no lugar de Jaílson no 2º tempo do jogo do título, contra a Chapecoense, em um momento emocionante.
Depois, em 2018, alternou posição com Weverton e Jaílson e fez parte da conquista de mais um Campeonato Brasileiro.
Já no ano passado, disputou sua última temporada pelo Palmeiras, e, ao final da temporada, não teve contrato renovado. Com isso, acertou com o Ceará.
'VAI PASSAR UM FILME PELA MINHA CABEÇA'
Com status de ídolo para a torcida alviverde, Prass imagina uma partida especial contra sua eex-equipe, e evita remoer a saída do clube.
"A preparação que a gente faz é a mesma, mas é óbvio que é uma partida diferente para mim. Defendi o clube por sete anos e vou jogar pela primeira vez contra, no estádio em que me acostumei a atuar. Vamos ver, deve ser uma sensação diferente", vislumbrou o veterano, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.
O Allianz Parque marcou a longa carreira do goleiro de 42 anos. Presente na esperada inauguração da arena, realizada contra o Sport em 2014, ele converteu o pênalti decisivo diante do Santos na final da Copa do Brasil 2015 e celebrou os títulos brasileiros de 2016 e 2018. Com 86 jogos, é o goleiro que mais atuou no estádio.
"Quando eu entrar lá, vou me lembrar de várias coisas. Momentos bons, ruins, a inauguração do Allianz, o segundo jogo na arena, em que a gente lutava contra o rebaixamento até o último segundo. Os títulos, a última partida. Vai passar um filme pela minha cabeça, sim", imaginou.
Prass desejava encerrar a carreira no Palmeiras, mas acabou deixando o clube alviverde no final de 2019, a contragosto. Na ocasião, o então diretor de futebol Alexandre Mattos já havia acertado um acordo para a permanência de Jailson, algo que o ídolo desconhecia.
"É uma coisa que já passou e não vale a pena ficar revirando. Acho que ficou nítido que não foi conduzida da melhor forma possível. Ponto, acabou aí. Sempre que encontrar o Palmeiras, tenho que agradecer por tudo que vivi. Nunca vou ter um pingo de mágoa ou qualquer sentimento negativo", disse o goleiro, bem resolvido sobre o assunto.
"Cada um sabe das suas condutas, dos seus atos e responde por eles. Pode não responder aqui, mas, quando bota a cabeça no travesseiro, responde. Já falei tudo que tinha que falar para quem eu deveria falar. Então, está totalmente superado", reiterou o ídolo, campeão da Copa do Nordeste e finalista do Estadual pelo Ceará.
