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Botafogo: Paulo Autuori pede para sair e não é mais técnico; Bruno Lazaroni vai substitui-lo

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A diretoria do Botafogo recebeu o pedido de Paulo Autuori para deixar o cargo de técnico e comunicou sua saída nesta quinta-feira. Os maus resultados no Campeonato Brasileiro, onde está na penúltima colocação, pesaram para a decisão.

O Conselho Diretor já anunciou seu substituto: Bruno Lazaroni é o novo treinador, e Tulio Lustosa, ex-Goiás, foi contratado como gerente de futebol. Autuori, porém, poderá voltar ao clube quando a aprovação do modelo empresa acontecer: será oferecido a ele um cargo na gestão, apurou a ESPN.

"Caro Presidente e membros do Comitê, passo aqui para comunicar que está na hora de proceder mudanças, sem qualquer tipo de constrangimentos. Tanto assim que ontem, para facilitar as coisas, comuniquei aos jogadores que é esse o caminho. Uma coisa é ser persistente, outra, é ser teimoso. Quando os sinais são negativos, é teimosia. Sem espaço para retroceder na atitude já tomada. Por favor, buscar, imediatamente, soluções. Obrigado. Lembranças às famílias", disse Autuori ao clube.

O treinador de 64 anos chegou ao Glorioso em 12 de fevereiro deste ano para o lugar deixado por Alberto Valentim.

Ele parou na semifinal da Taça Rio, conseguiu chegar às oitavas de final da Copa do Brasil - o clube alvinegro vai enfrentar o Cuiabá na próxima fase -, mas está na zona de rebaixamento do Brasileirão.

O Botafogo está em uma sequência de nove jogos sem vitórias no campeonato (seis empates e três derrotas) e perdeu para o Bahia por 2 a 1 na última quarta no Nilton Santos.

Após a derrota, Autuori foi questionado sobre a pressão como técnico e garantiu: "Me sinto confortável em qualquer lugar, qualquer circunstância, qualquer momento e diante de qualquer pessoa. Porque para mim as coisas são dessa maneira, simples como água. Então, não tem momento favorável ou desfavorável, não tem circunstância boa ou má, não tem pessoas e tão pouco locais onde eu não me sinta confortável".

"Eu sempre me sinto confortável porque estou de bem com a vida. Não tenho rabo preso com nada e nem ninguém e posso andar sob qualquer circunstância com a minha cabeça erguida. O futebol é isso aí, mesmo se tivesse hoje no cargo de gestor estaria pensando nos treinadores envolvidos, isso é uma questão lógica, não preciso de ninguém para analisar isso de uma maneira mto clara".