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São Paulo piora defensivamente, vê média disparar para dois gols sofridos por jogo e busca soluções

Os quatro gols sofridos pelo São Paulo em Quito, na derrota para a LDU, pela Conmebol Libertadores, retratam o quão frágil tem sido o sistema defensivo tricolor em partidas recentes.

Nos últimos sete jogos, cinco pelo Campeonato Brasileiro e dois pela Libertadores, o São Paulo foi vazado 14 vezes. Uma média assustadora de dois gols por jogo, que ajuda a explicar a dificuldade que o time tem de sair vitorioso.

Isso acontece depois de uma mudança pela qual Fernando Diniz foi elogiado. Após a eliminação no Campeonato Paulista e um começo irregular no Brasileiro, o técnico sacou Arboleda e Bruno Alves e investiu na dupla formada por Diego Costa e Léo.

Com eles, o São Paulo venceu Sport e Athletico-PR por 1 a 0, sem correr tantos riscos, e depois triunfo no clássico com o Corinthians, por 2 a 1. Foi este jogo que deu início à sequência de sete partidas sofrendo gols.

Desde então, o time levou 3 a 0 do Atlético-MG, venceu o Fluminense por 3 a 1, de virada e empatou com Red Bull Bragantino (1 a 1), Santos (2 a 2) e River Plate (2 a 2), além da derrota por 4 a 2 para a LDU.

A fragilidade, claro, não é responsabilidade exclusiva da nova formação da zaga, mas sim do time de modo geral, que tem cometido falhas até estranhas. O frango de Tiago Volpi contra o Santos, ao inverter a barreira, é um exemplo, assim como o passe errado de Igor Gomes, na saída de bola, que deu à LDU o segundo gol em Quito.

O desempenho defensivo é uma das muitas preocupações que Diniz tem para a dura sequência do calendário são-paulino. A equipe vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, no sábado (26), e depois visita o River na quinta (1), em Buenos Aires.

São partidas que podem decidir os rumos do São Paulo na temporada, já que o Inter está uma posição acima na Série A, em segundo lugar, e o River tem três pontos de vantagem sobre o Tricolor no grupo D da Libertadores.

Se quiser algo, o time certamente terá que diminuir os erros defensivos e buscar mais consistência. Manter a média só complicaria mais a missão de um time que já apresenta problemas demais para resolver.