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Investigado por corrupção, presidente do PSG revela em audiência a fortuna que ganha

Na última quarta-feira, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, compareceu ao Tribunal Penal Federal, em Bellinzona (Suíça), para depor no caso em que ele é acusado de corrupção em negociações de direitos de transmissão do canal beIN Sports, que ele também comanda.

Nesta quinta, o jornal Le Parisien revelou detalhes do depoimento do catari, que revelou até mesmo seu nababesco salário anual.

Segundo o diário, Nasser declarou que, em 2017 (ano em que a investigação está focada), ele recebeu "entre US$ 15 e US$ 25 milhões", ou seja, entre R$ 78,6 milhões e R$ 131 milhões, na cotação atual.

Além disso, o dirigente de 46 anos afirmou que tem uma fortuna pessoal num valor "entre US$ 70 e US$ 100 milhões", ou seja, entre R$ 366,77 milhões e R$ 524 milhões, na cotação atual.

Vale lembrar que Al-Khelaifi, que é o homem de confiança dos governantes do Catar, é presidente e/ou CEO de várias organizações diferentes.

Além do PSG e do beIN Sports, como já citado, ele ainda é presidente da Federação de Tênis do Catar, e possui cargos altos no Qatar Sports Investments (fundo soberano comandado pelo emir do Catar que é dono do PSG), da Qatar Investment Authority (outro fundo de investimentos do Governo catari), da produtora cinematográfica Miramax e ainda no Ministério de Estado do Catar.

No depoimento, Nasser confirmou que se encontrou três vezes com o francês Jérôme Valcke, ex-vice-presidente da Fifa e o outro investigado no caso, entre setembro e outubro de 2013.

A promotoria acusa Al-Khelaifi e Valcke de terem firmado um "pacto de corrupção" para que a beIN Sports conseguisse os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030 no norte da África e do Oriente Médio, em contrato que foi assinado em abril de 2014 com a Fifa.

Nasser e Valcke, por sua vez, disseram que os encontros foram para discutir "assuntos pessoais", já que ambos são "velhos amigos".

Vale lembrar que o presidente do PSG pode ser condenado a até cinco anos de prisão no caso.