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Presidente da Portuguesa detona arbitragem 'desqualificada' após pênaltis a favor do XV e cobra 'juiz de gabarito'

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Com dois pênaltis, Portuguesa leva virada de incrível e perde jogo de ida pelas quartas da Série A2 (1:14)

As penalidades aconteceram aos 30 e aos 33 minutos do primeiro tempo em jogo disputado em Piracicaba (1:14)

O presidente da Portuguesa, Antonio Carlos Castanheira, detonou a arbitragem do jogo contra o XV de Piracicaba, que venceu por 3 a 2, de virada, na segunda-feira (7), pela ida das quartas de final da série A2 do Paulistão.

A insatisfação é com a marcação de dois pênaltis no primeiro tempo pelo árbitro Leandro Carvalho da Silva. O time mandante, que perdia por 2 a 0 já aos 16 minutos, conseguiu empatar. Depois, no início da etapa final, chegou ao gol do triunfo por 3 a 2.

“Na segunda-feira tivemos uma atuação desastrosa da arbitragem em Piracicaba, no mínimo desqualificada, para não usar outros termos”, esbravejou o presidente da Portuguesa.

“Infelizmente a Federação Paulista e o Departamento de Arbitragem, comandado pela Ana Paula, não entenderam haver a necessidade de escalar um juiz de gabarito, um juiz de primeira divisão para apitar nosso jogo, o que foi pedido no Conselho Técnico por mim e outros presidentes”, acrescentou Castanheira.

O primeiro pênalti foi aos 30 minutos, em um lance que o árbitro viu falta de Vinícius em Macena quase na pequena área. Mas o defensor atinge primeiro a bola. Apesar da reclamação dos jogadores da Portuguesa, a marcação foi mantida.

“Eu não vejo infração. O jogador da Lusa antecipa a ação do atacante e toca a bola, não tendo, na minha visão, nenhum contato faltoso. Eu não marcaria pênalti”, disse Renata Ruel, comentarista de arbitragem dos canais esportivos da Disney.

Três minutos depois, o árbitro marcou novo pênalti para o XV. Na tentativa de cruzamento de Kadu Barone, a bola tocou no braço de Ícaro. Novamente Daniel Costa foi quem converteu a cobrança e empatou o confronto.

“Por mais que o braço esteja próximo ao corpo do jogador, o zagueiro abre uma ‘asinha’, isto é, amplia o espaço corporal com um movimento adicional do braço em uma ação de bloqueio, assumindo o risco. Eu concordo com a marcação”, disse Renata Ruel.

Vale lembrar que não há VAR nessa fase da Série A2 do Estadual. Apenas os jogos da semifinal e da final é que contarão com o recurso. Também é importante recordar que somente os finalistas garantem o acesso para a Série A1.

O revés para o XV foi o primeiro da Portuguesa desde que a Série A2 foi retomada. A equipe havia vencido os últimos três compromissos da fase de classificação e terminou na terceira colocação, com um ponto a menos que o líder São Bernardo.

“Uma partida que vale classificação, vale o ano de todos os clubes, foi comandada por um árbitro com atuações negativas no passado. Nós passamos pela pandemia, mantivemos nosso elenco, honramos nossos compromissos e chegamos no momento decisivo com uma arbitragem dessa, é grave, é até desrespeitoso”, disse Castanheira sobre a arbitragem.

“Porém, posso dizer que não há de ser nada, no que depender do campo, nós vamos passar pelo XV. Não há arbitragem que vá parar a Portuguesa em seu ano de centenário”, acrescentou.

Em pleno ano do centenário, o objetivo principal da Lusa é retornar para a elite do Campeonato Paulista.

Para isso, terá de vencer o rival no Canindé por dois gols de diferença na próxima segunda-feira (14). Triunfo por apenas um tento de diferença levará a decisão da vaga na semifinal para os pênaltis. Empate favorece o XV de Piracicaba.