<
>

Corinthians: Higor Lapa, lateral do sub-23, revela idolatria por Fagner e espera chances com Tiago Nunes

play
Papa Francisco abençoa camisa do Corinthians de Lucas Piton, lateral de 19 anos (0:15)

Via Instagram @carolinapiton_ | Irmã do jogador postou nas redes sociais a bênção direto do Vaticano (0:15)

Toda criança que quer jogar futebol no Brasil tem um ídolo. Todos se imaginam no corpo desse modelo quando chutam a bola, correm e se jogam para defendê-la em gramados, quadras, terrões e ruas pelo país. Esse foi o caso de Higor Lapa, lateral-direito do sub-23 do Corinthians, e fã incondicional de Fagner, referência da mesma posição no clube de coração.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, Higor, um dos cotados a ser efetivado ao elenco principal de Tiago Nunes, falou sobre sua admiração ao camisa 23 do Corinthians, revelou suas qualidades e planos para o futuro, além de exaltar a necessidade de uma categoria sub-23 no Brasil.

Nascido e criado em São Paulo, Higor teve sua primeira passagem no Corinthians com 14 anos, em 2014, na temporada em que Fagner retornava ao clube.

"Tenho como espelho para mim o Fagner. Além de ser um grandíssimo jogador, é um grande profissional. Não se vê notícias dele que não seja sobre futebol", disse o jovem, nascido em 2000.

Higor guarda até características semelhantes a de Fagner. Usa bastante a explosão e o lado físico para se impor em campo e gosta de apoiar o ataque. Foi criado no futsal, que ensina a importância do drible curto. Esse estilo, segundo o próprio jovem, tem Fagner como inspiração.

"Tenho referências de fora do país, como Kyle Walker, do Manchester City, e Alexander-Arnold, do Liverpool, mas aqui no Brasil, vestindo a camisa que eu visto, é o Fagner. Espero fazer a metade do que ele fez com a camisa do Corinthians".

O jovem, inclusive, nutre a expectativa de um encontro com Fagner para uma sessão de treinos.

Era atacante, virou lateral

Após passagem pelo sub-15 do Corinthians, Higor deixou o clube para ganhar mais minutos em campo. Rodou o interior, voltou a São Paulo para disputar Copa São Paulo pela Portuguesa e, quando estava no Guarani, foi convidado para voltar ao Parque São Jorge, onde pôde retomar a posição de origem.

"Minha base toda foi na lateral. Em alguns clubes o treinador quis me utilizar nas beiradas por causa da minha força, explosão e batida na bola. Voltando ao Corinthians, retornei a lateral e aqui estou na minha. Faço as duas", disse.

Sub-23 para o Corinthians

"No Brasil, é muito nova essa categoria. E é uma categoria essencial. Estamos muito mal-acostumados de pensar que se o jogador não ‘estourou’ até os 20 anos, não ‘estoura’ nunca mais. É um grande engano, pois não são todos os jovens que vão estar lá com 17 anos. É amadurecimento, experiência. Clubes lá fora todos tem o time B", opina Higor.

play
0:38

Cássio nega greve de jogadores no Corinthians, lamenta 'grande mentira' e cobra respeito: 'Temos caráter'

Ao lado de todo o elenco corintiano, o goleiro publicou a explicação em sua rede social | via @rcassio12

Antes técnico do sub-23 do Athletico-PR, Tiago Nunes chegou ao Corinthians e já deixou claro em suas primeiras coletivas que estaria de olho na categoria do clube. Talentos que estouraram a idade do sub-20 poderiam fazer parte de seu elenco.

Dito isso, o treinador promoveu os volantes Xavier e Roni, que não mais fariam parte das categorias de base pela idade, mas estavam treinando junto com o sub-23. Assim, os olhos se voltaram aos jovens de talento que poderiam ser utilizados no principal.

"Eu estou aqui, mas sei que lá em cima (no profissional) tem um cara que utiliza muito a base. Seguimos trabalhando focados, com os pés no chão, que quando abrir uma brecha, estamos aí".