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Arsenal abre investigação para entender por que pagou mais de R$ 300 milhões em Pepé

Os esforços do Arsenal a fim de melhorar suas operações se estendeu a uma investigação interna acerca de uma possível supervalorização de Pepé, contratado pela equipe no valor recorde de 72 milhões de libras esterlinas (mais de R$ 300 milhões na época do negócio e algo como R$ 509,3 milhões na cotação atual).

Fontes disseram à ESPN que o acordo foi reexaminado como parte de uma revisão mais ampla de recrutamento, que culminou na demissão de uma série de recrutadores, incluindo Francis Cagigao, Brian McDermott e Brian Clark, assim como outros vários empregados de longa data ao redor da Europa.

Pepé concluiu sua temporada de estreia na Inglaterra com oito gols e dez assistências contando todas as competições; um retorno satisfatório apesar de uma forma inconsistente. Se diz que não há arrependimento na contratação do jogador de 25 anos, mas muitos se surpreenderam com o tamanho do preço que o Arsenal pagou ao Lille, especialmente vindo de um clube onde as finanças são notoriamente apertadas. Os Gunners pagaram 20 milhões de libras de cara e se comprometeram com 52 milhões nos próximos cinco anos, sendo a primeira parcela já neste verão europeu. A profundidade deste negócio levou a uma revisão dos relatórios de recrutamento e dos processos de negociações, que resultou neste grande acordo sendo sancionado.

Pepé atraiu interesse de vários clubes europeus de elite ao impressionar jogando na Ligue 1, mas fontes contaram à ESPN que funcionários de outras equipes envolvidos em conversas com o Lille na época se surpreenderam pelo valor que o Arsenal acabou pagando.

O diretor técnico Edu Gaspar se juntou à equipe três semanas antes do acordo por Pepé - ele segurou a camisa do jogador em sua apresentação - mas a maior parte do trabalho já havia sido feita. O ex-técnico Unai Emery havia declarado que referia assinar com Wilfred Zaha, mas o Crystal Palace queria a maior parte de um valor semelhante, de forma que os Gunners optaram por Pepé.

Edu liderou o esforço para realizar as revisões de recrutamento em todos os níveis - Ty Gooden, principal olheiro do clube na França, também foi dispensado -, convicto de que uma rede global é menos importante que trabalhar em análises de dados e forjar relacionamentos com agentes-chave.

Com a COVID-19 sendo um fator contribuinte para a demissão de 55 funcionários e maior pressão em um orçamento modesto para transferências , Edu está determinado a fazer cada centavo valer a pena.