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Cruzeiro: Polícia Civil levanta prejuízo de R$ 8 milhões e detalha crimes e irregularidades da gestão

O Cruzeiro voltou a ser pauta da Polícia Civil de Minas Gerais nesta terça-feira. Enquanto a equipe está em Campinas para enfrentar o Guarani, pela Série B, a investigação feita pelo Departamento de Investigação de Fraudes apontou práticas irregulares e crimes, pelos quais vão responder empresários e ex-dirigentes.

De acordo com a investigação, já entregue ao Ministério Público do estado, o Cruzeiro teve um prejuízo em torno de R$ 8 milhões. Isso inclui não apenas os atos criminosos, mas também a má gestão do clube, de acordo com os delegados que acompanharam o caso.

Entre os assuntos abordados na entrevista coletiva desta terça, pelos delegados Domiciano Monteiro e Gustavo Xavier, estão até contratos e acordos com atletas, pelo pagamengo irregular de comissões. Um dos exemplos citados pelos investigadores foi o negócio envolvendo o lateral-direito Mayke.

O jogador foi vendido ao Palmeiras, em negociação que teve participação do empresário Carlinhos Sabiá. O agente recebeu R$ 800 mil, mesmo sem representar o atleta. Na avaliação da Polícia Civil, este é um exemplo de "rachadinha", já que Sabiá teria repassado uma parte do pagamento a um cartola do Cruzeiro.

O mesmo aconteceu na contratação do volante Bruno Silva, cujo empresário também recebeu uma comissão e repassou parte do total a um ex-dirigente, para quitar uma dívida. Até a renovação do goleiro Fábio entrou no inquérito, pelo repasse de R$ 750 mil a um cartola de forma inadequada.

Cabe agora ao Ministério Público de Minas Gerais levar a denúncia à frente. Se decidir seguir com o caso, todos os citados no relatório responderão pelos atos criminosos, desde falsificação de documentos até falsidade ideológica, apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente Wagner Pires de Sá é tratado pelos delegados como "omisso", por não conseguir evitar que as irregularidades acontecessem durante seu mandato.