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Palmeiras: Galiotte defende 'futebol de resultado' contra Corinthians e lembra final de 2018: 'Revoltante'

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Galiotte elogia muito base do Palmeiras, explica foco e lembra títulos: 'Ganhamos três mundiais' (0:53)

Presidente alviverde participou do programa Jogo Sagrado, da FOX Sports (0:53)

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, defendeu o "futebol de resultados" apresentado pelo time alviverde nas finais do Campeonato Paulista 2020, contra o Corinthians.

Em entrevista à FOX Sports, o cartla salientou que ganhar o título estava "acima de qualquer coisa", e que a taça era "mais importante que a exibição.

"O mais importante é que era um Palmeiras x Corinthians, valia taça e nós ganhamos. Isso está acima de qualquer coisa", bradou.

"Foi dessa maneira que nós tratamos as finais nos últimos dias. Conversei muito com o Vanderlei Luxemburgo. Obviamente, ele sabe o que é Palmeiras x Corinthians, o que é a disputa desse título, o tamanho desse jogo. A gente pensou muito, refletiu, e lembrou que, nos últimos jogos, tivemos índices técnicos melhores que os do Corinthians. Mais posse de bola, mais chutes a gol, finalizações, domínio de jogo, etc... E muitas vezes não saímos com a vitória. Isso incomodava bastante a todos nós, ainda mais ao torcedor, e, agora na decisão, a gente não podia fazer a mesma coisa", seguiu.

"Na decisão, não importou posse de bola, arremates a gol... Importou o título. Era isso que a gente queria. E, para isso, mudamos um pouco a forma de jogar. O Vanderlei é um estrategista, conhece tudo disso. Espelhamos o jogo nas características do Corinthians e fizemos um jogo mais fechado, povoando o meio-campo. Nenhum dos times chegou muito, mas a gente não podia fazer o que vinha fazendo. Tinha que fazer diferente", acrescentou.

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4:03

Galiotte exalta elenco do Palmeiras e diz que a conquista é mais importante que a exibição

Presidente alviverde participou do programa Jogo Sagrado, da FOX Sports

"Isso explica um pouco a qualidade técnica do jogo, que foi criticada por muitos, mas a gente tinha que fazer uma escolha estratégica. Colocamos o título acima de tudo. A conquista sobre o Corinthians era mais importante que a exibição. Embora muitos não concordem com isso, queríamos o título e conquistamos", complementou.

Na entrevista, Galiotte também lembrou a final do Paulista de 2018, na qual o Verdão foi derrotado nos pênaltis pelo Timão no Allianz Parque.

O mandatário voltou a reclamar de suposta interferência externa na anulação do pênalti que havia sido dado sobre Dudu, e lembrou o uso do termo "Paulistinha" para falar do certame.

"O que aconteceu em 2018, e você viram como eu me comportei, porque eu vi meu clube sendo prejudicado e lesado. Aquilo foi revoltante. Não é aquilo que a gente quer para o futebol. Tanto é que a Federação tomou providências depois daquilo. Teve troca de pessoas, a entrada da tecnologia no futebol...", salientou.

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2:34

Galiotte relembra derrota do Paulistão em 2018 e explica o porquê de ter falado 'Paulistinha'

Presidente alviverde participou do programa Jogo Sagrado, da FOX Sports

"Aquilo não era bom para ninguém, nem Palmeiras, nem Federação e nem Corinthians, porque ninguém precisa ser ajudado. A gente quer conquista dentro de campo. O Palmeiras não precisa (de interferência externa) e o Corinthians também não. É passado, mas foi uma situação muito chata para o futebol paulista. Ficou um trauma para todos os envolvidos, e as pessoas envolvidas sabem do que eu estou falando, porque falei pessoalmente com cada uma delas. Vou levantar a bandeira sempre, porque sempre tenho que defender as cores do clube", ressaltou.

"O fato é que o que aconteceu em 2018 reduziu demais a importância do campeonato. Aquilo acabou com a credibilidade do campeonato. Por isso, falei 'Paulistinha'. Quando você tem algo que não faz parte do jogo, que é de fora para dentro, ter influência no resultado, não posso deixar de defender os interesses do Palmeiras", argumentou.

"Se o Palmeiras não for respeitado, e ali naquele momento não foi, eu também não podia respeitar (o campeonato). E, nesse campeonato (de 2020), foram outras circunstâncias, a não ser que alguém prove que aconteceu algo estranho. Caso contrário, foi um campeonato vencido dentro de campo. E aí podemos chamar do que quiser", finalizou.