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Cinco motivos que preocupam e cinco que animam o Corinthians após o vice contra o Palmeiras

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Mauro Cezar critica 'trabalho decepcionante' de Tiago Nunes: 'O Corinthians cria muito pouco. É muito pobre!' (4:15)

'O Tiago Nunes não está conseguindo cumprir a missão dele', disse o comentarista do #LinhaDeCasa (4:15)

O Corinthians foi de virtualmente eliminado a quase campeão paulista em duas semanas e meia. A derrota na decisão estadual para seu maior rival, o Palmeiras, pesa, mas nem tudo é problema.

Com o time agora de olho em sua estreia no Campeonato Brasileiro, contra o forte Atlético-MG de Jorge Sampaoli na próxima quarta-feira (12), às 19h15, no Mineirão, elencamos cinco motivos que preocupam e outros cinco que animam o clube alvinegro para o resto da temporada.

Preocupam

O time cria pouco

Desde o retorno do futebol paulista, em 22 de julho, o Corinthians finaliza 10 vezes por jogo, em média - e pior, apenas 4 são na direção do gol. Apesar de ter aproximadamente 57% de posse de bola e tentar 516 passes por partida, somente 81% deles são certos e no último terço do gramado. Por outro lado, o time tenta 17 cruzamentos a cada 90 minutos.

Elenco raso

O time titular do Corinthians tem potencial para ir bem no Brasileiro e pode até ser comparado com outros de alto nível do Brasil. Entretanto, uma irregularidade a ser corrigida [o que não deve acontecer] é a falta de boas opções no elenco. Por exemplo, na final do Paulistão, os reservas para o ataque eram Janderson, Everaldo e Léo Natel (Boselli está machucado e Davó não foi relacionado). Os defensores, por sua vez, também não passam confiança (Michel Macedo, Lucas Piton, Bruno Méndez e Sidclay). No meio de campo, há mais opções, mas ainda assim faltam jogadores que podem efetivamente sair do banco e mudar um jogo que não está favorável.

O fator Luan

O camisa 7 deixa cada vez mais claro que dificilmente vai entregar aquilo que a maioria da torcida espera dele e é um dos jogadores mais criticados atualmente. E uma coisa não se pode negar: ele foi contratado para ser 'o cara' do time, mas não está nem perto disso. Apesar de um ou outro lampejo que pode decidir jogos [como o passe para Ramiro na ida da final], Luan é muito pouco efetivo na maioria do tempo. Evidentemente, o ideal não seria ele buscar a bola entre os zagueiros, como fez contra o Palmeiras no Allianz Parque, mas ele parece muitas vezes fora de sintonia com o ambiente da partida.

Finanças

Dentro de campo, o time ainda conseguiu chegar à final do Paulistão convivendo com salários atrasados, agora é ver como isto seguirá. E apesar de ter fechado o 1º semestre no azul, a dívida do clube aumentou: chegou a R$ 902 milhões. Assim, é quase inimaginável que venham reforços, que são necessários, como já colocado acima.

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4:15

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Arena sem torcida

A casa do Corinthians é uma de suas maiores forças. Desde que foi inaugurada, sua média de público sempre foi superior a 30 mil torcedores, e com isso criou um aproveitamento muito bom. Por exemplo, sua pior temporada em Itaquera foi a de 2019, com 61,4% de aproveitamento, o que somaria 70 pontos em um campeonato de 38 rodadas como o Brasileirão - pontuação essa que é praticamente garantia de vaga na Libertadores e até pode resultar em briga por título. Sem seu torcedor, o poder diminui.

Animam

Jô e sua estrela estão de volta

Ele ainda não está na forma física ideal, mas cheira a gol. Em quatro jogos, já são dois e a estrela brilhando - aquele pênalti já nos acréscimos do segundo tempo contra o Palmeiras na final do Paulista deu esperança e por muito pouco não mudou a história. Jogando, é evidente como sua inteligência em campo sobra. Raramente perde no alto, faz um pivô muito acima da média e prende a bola no campo de ataque para o time sair de trás. Pode fazer a diferença.

Meio de campo com opções

O elenco definitivamente é raso, mas o meio de campo é o maior alívio de Tiago Nunes. Camacho e Cantillo pareciam a dupla ideal no começo da temporada. Depois, Gabriel trouxe mais segurança à defesa e Éderson, apesar das atuações abaixo na decisão, mostrou que pode ser um diferencial, marcando e chegando no ataque. Além dos quatro, o treinador conseguiu voltar a usar o chileno Ángelo Araos, que mostra potencial jogando um pouco mais adiantado. É possível criar muitas variações entre eles para montar uma dupla ou um trio titular, o que gera versatilidade.

Defesa sólida

Desde o fim da pausa, o time sofreu apenas um gol em seis jogos - quatro deles contra times da Série A (Palmeiras três vezes e Red Bull Bragantino). A venda de Pedro Henrique fez Avelar ser oficializado como zagueiro ao lado de Gil, e mesmo com a falha no gol de Luiz Adriano no jogo contra o Palmeiras, o ex-lateral mostra muita facilidade com o jogo aéreo e ainda elevou a qualidade da saída de bola. A volta de Gabriel como primeiro volante para o time, evidentemente, também ajudou.

A evolução de Carlos

O começo de temporada tinha uma grande interrogação na lateral-esquerda: Avelar, Sidcley, Carlos ou Lucas Piton? Desde o retorno, Carlos tomou conta da posição com muita personalidade, fechando uma linha de três zagueiros quando Fagner avança pela ponta direita e tendo grande participação no bom momento defensivo da equipe. No ataque ainda é tímido, mas mostra potencial. Com isso, até já surgiram boatos de uma possível transferência para o Monza, da Itália.

Mística (?)

Para aquele torcedor um pouco mais supersticioso, alguns sinais podem ser animadores. Por exemplo, na outra vez em que o Corinthians caiu na fase pré-grupos da Libertadores , ele também foi vice-campeão paulista. Após o começo de ano conturbado, 2011 terminou com o troféu do Brasileirão. Será que dá para acreditar que a história vai se repetir?