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Rafael Moura responde Daniel Alves e exime Goiás de culpa por dez casos positivos de COVID-19

A CBF adiou, a poucos minutos do início da partida, as estreias de Goiás e São Paulo no Campeonato Brasileiro. O jogo aconteceria às 16h deste domingo e foi suspenso devido a dez testes positivos para COVID-19 detectados dentro do elenco esmeraldino. Mais tarde, Daniel Alves classificou como inadmissível o que aconteceu, e depois Rafael Moura respondeu eximindo seu clube da culpa pelos casos.

Os resultados só foram conhecidos pelo clube às 8h30 da manhã, devido a erros no procedimento do laboratório credenciado pela CBF para o processo. Desde então, o Goiás entrou com pedido de adiamento da partida, o que foi acatado pelo presidente Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A Confederação Brasileira de Futebol não se pronunciou sobre o assunto até por volta das 15h50, quando, enfim, adiou o jogo.

Capitão do São Paulo, Daniel Alves se manifestou em suas redes sociais sobre os acontecimentos e deixou clara sua opinião: "É inadmissível o que aconteceu hoje; ou criamos uma consciência e somos profissionais ou é uma perda de tempo o que estamos fazendo! Obrigado por nada!"

Segundo apuração de André Plihal, o atleta criticou o protocolo, muito confuso e lento na divulgação dos resultados, e o Goiás, pelo número excessivo de casos.

Mais tarde, Rafael Moura, atacante do Goiás e um dos positivos para COVID-19, respondeu o post do capitão tricolor, explicou o que aconteceu e tirou do Goiás a culpa sobre os casos. Leia sua declaração na íntegra:

Posição dos clubes

Quase meia-hora após a decisão, o Tricolor Paulista se manifestou sobre o assunto pela primeira vez: "O São Paulo manifesta apoio e informa que está de acordo com a decisão de adiamento do jogo deste domingo, em Goiânia. Não há nada mais importante, neste momento, do que preservar a saúde e refletir à sociedade a importância dos cuidados."

Em contato com o São Paulo, o ESPN.com.br apurou que o clube paulista esteve também em contato com o Goiás desde a parte da manhã. Raí e Alexandre Pássaro conversavam com Túlio, dirigente do futebol esmeraldino.

Mas, enquanto não recebeu comunicação oficial da CBF, o Tricolor cumpriu seu protocolo padrão de pré-jogo. Os jogadores, inclusive, já estavam no gramado do estádio da Serrinha e só voltaram ao vestiário após a confirmação.

"O respaldo é muito simples. Dez dos 23 atletas que tínhamos concentrados testaram positivo. Fomos comunicados destes resultado só no dia de hoje. Diante disto, a a gente preferiu agir com coerência e pedir que o jogo fosse adiado. Entramos com liminar no STJD com estas alegações. Esportivamente seria algo descabido. Prevaleceu o bom senso, e o STJD agiu de forma inteligente e correta", explicou o presidente do Goiás, Marcelo Almeida.

Fica a indefinição agora dos próximos passos das equipes no Brasileirão. O Goiás, por exemplo, tem partida marcada para quarta-feira, contra o Athletico-PR, em Curitiba. A tendência é que o jogo também seja adiado, por conta da quarentena que os atletas que testaram positivo.

Já o São Paulo deve estrear na Série A na próxima quinta, contra o Fortaleza, de Rogério Ceni, em partida marcada para o Morumbi.