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Cuca minimiza atritos com Peres no Santos e admite: 'Chego sabendo dos problemas'

Cuca teve alguns desentendimentos públicos com o presidente do Santos, José Carlos Peres, em 2018, na sua penúltima passagem.

Nada suficiente, porém, para recusar o convite do Peixe nesta semana.

O técnico minimizou o atrito com o presidente e falou sobre a diferença de dois anos para cá.

“Os problemas foram mais em relação ao jogo, ao local do jogo. Eu achava que poderiam ser aqui, enfim. Foram problemas pequenos, sempre tive máximo respeito pelo presidente, a figura máxima. Venho para ajudar o Santos, vai ser bom para mim. Preciso fazer trabalho bom e estou determinado. Cada ano é de amadurecimento, como ser humano e profissional. Foi muito bom essa parada, a gente reflete muito, entende e sabe que ser humano só sai dessa se for mais parceiro do próprio ser humano. Estamos todos envolvidos nessa pandemia, tudo muito estranho. Eu dando entrevista pela primeira vez sem ver vocês perto, jogo sem torcida. A concentração sem refeitório. Tudo muito diferente e temos que nos adaptar. Futebol muda, regras mudam. Saída de bola, diminuição dos espaços, criação de novos espaços. Isso é atrativo, gosto muito. Tenho a expectativa do prazer pelo trabalho. Tive em outros clubes e terei aqui também”, disse Cuca.

“É uma situação diferente daquela que eu cheguei. Chego sabendo dos problemas. Sei as coisas que podem e devem acontecer ao longo do ano. Estou preparado e faço parte da engrenagem. Junto com torcedor, jogadores, diretoria. De repente vamos vender um ou outro, mas não podemos perder a força. Criar alternativas, descobrir novos jogadores. Vou trabalhar direto, não só aqui, na base. Estou muito motivado. E estou muito confiante também. Precisava de oportunidade como essa. Trabalho pelo trabalho, sem pensar em outra coisa. Não é lado financeiro, querer aparecer, é o prazer do trabalho. E estou sentindo que pode acontecer aqui”, completou.

A experiência no Santos com jogador e técnico anima Cuca para um bom trabalho.

“Eu conheço o clube, funcionários, jogadores, torcida. Já joguei aqui. Eu adoro aqui, quero trazer minha família para estar mais amparado ainda e dar meu máximo. Conversei sobre isso com eles, extrair o máximo de cada jogador. Tenho confiança em fazer grande trabalho. Sei que Santos precisa vender para pagar seus saldos, torcemos para outras formas de finanças além de vendas virem. Conversei com Peres sobre isso e passei para jogadores. Ficar com o máximo do elenco, trabalhar bem trabalhadinho e fazer grande campeonato”, concluiu.