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Bola de Prata terá mudanças em seu 50º aniversário no Brasileirão 2020; veja as novidades

O Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet completa 50 anos em 2020. E, para esta temporada, a maior premiação do futebol brasileiro vai passar por algumas mudanças.

A primeira delas é na formação da equipe. Nas últimas três edições, o Bola de Prata foi escalado num 4-2-3-1, formação que era moda no país. Nesse esquema tático, o meio de campo era composto por um primeiro volante (mais defensivo), um segundo volante (um meio-campista com características modernas, que tanto defendia quanto atacava), o melhor meia, o melhor segundo-atacante ou ponta, o segundo melhor destas duas posições, e por fim um centroavante (comandando a cabeça de área).

Tal formação, era ideal do ponto de vista de qualificação das posições, ou seja, dividíamos precisamente as funções dos jogadores de acordo com as características principais deles em campo.

A partir de 2020, o Bola de Prata volta ao sistema tradicional, que definiu os melhores do Campeonato Brasileiro nas últimas décadas: o 4-4-2. Sendo assim, voltaremos a ter o meio de campo e ataque com dois volantes (sejam eles defensivos ou mais ofensivos), dois meias e dois atacantes, simplificando a formação e a definição de posições previamente.

Times que jogam com três atacantes terão seus jogadores adaptados a este esquema com dois atacantes na premiação. A coordenação do Bola de Prata vai analisar caso a caso e definir previamente qual jogador de frente deve ser escalado mais recuado, para que todas as equipes possam concorrer 100% às 11 posições, sem que companheiros de clube eliminem uns aos outros.

É importante ressaltar que qualquer esquema definido para a premiação vai ter seus prós e contras, afinal, nenhum campeonato no mundo tem todos os times jogando com a mesma formação. De qualquer forma, uma escolha prévia, antes do Brasileirão começar, é importantíssima para uma melhor transparência.

Outra mudança importante diz respeito às notas. A partir deste ano, serão os analistas dos canais ESPN os responsáveis por atribuir notas jogo a jogo. Comentaristas e apresentadores da ESPN irão julgar, rodada a rodada, todos os atletas em campo e também os treinadores.

Só que as notas não serão a única forma de análise dos jogadores: assim como foi nas últimas três edições, teremos o Algoritmo DataESPN responsável por 40% das pontuações finais. Este sistema foi criado em 2016, após um ano de estudos do departamento de análise de desempenho dos canais ESPN e utiliza mais de 100 estatísticas desde as mais simples (como gols e assistências) até as mais avançadas (como ‘goals expected’ ou grandes chances criadas).

A mudança neste caso é que, a partir de agora, o Algoritmo DataESPN vai atribuir uma pontuação para os jogadores na rodada e a média destes pontos será utilizada ao final do campeonato para os 40% do resultado final. Antes disso, o algoritmo foi desenvolvido para comparar as médias de gols, assistências, etc. do campeonato com as individuais dos jogadores. Com isso, as pontuações eram muito flutuantes e, mesmo que um atleta não entrasse em campo, sua pontuação variava, pois as médias do campeonato se alteravam.

Como dito anteriormente, nossos analistas vão dar notas para os treinadores além dos jogadores. Neste caso, a premiação para o melhor técnico do Brasileirão será a partir da média dessas notas, sem participação do Algoritmo DataESPN.

Apesar de polêmico, uma coisa que não muda é o mínimo de jogos necessário para um jogador ser elegível ao prêmio: 19 partidas, ou metade das rodadas disputadas. Este corte, já foi de 16 jogos, mas foi alterado em 2017 a pedido de jogadores, que argumentaram que era injusto comparar quem atuou o campeonato inteiro com quem fez menos da metade dos jogos. A coordenação do Bola de Prata entendeu que o pedido era justo e o atendeu.