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Champions League: como Messi foi de 'quieto e humilde' no Barcelona de Ronaldinho a grande protagonista

Nos últimos anos, Lionel Messi mostrou uma personalidade quase desconhecida do grande público. Se antes era avesso às entrevistas e dava poucas declarações polêmicas, hoje a situação é bem diferente.

No Barcelona, o craque já entrou em divididas públicas com a diretoria do clube e chegou a criticar o fraco desempenho do time na reta final de LaLiga nesta temporada.

Um cenário nada parecido com o começo de carreira do argentino, que era visto como uma pessoa tímida e muito introvertida.

Messi era coadjuvante de nomes como Ronaldinho Gaúcho, Deco e Eto’o.

“Quando ele chegou ao vestiário, o Barça tinha grandes estrelas. Era quieto e humilde, no canto dele. Nós, jogadores, o trouxemos para 'dentro do vestiário' do nosso convívio, para que ele tivesse confiança para fazer o melhor dentro de campo”, disse Belletti ao ESPN.com.br.

Em entrevista concedida em setembro de 2019, o brasileiro também falou sobre a importância do suporte dos atletas mais experientes na formação do argentino.

“Esse jeito tímido nunca o atrapalhou. Com a bola no pé, sempre buscou ser o melhor da história”.

Visto como o jogador mais promissor do Barcelona, Lionel Messi foi moldado aos poucos para assumir o papel de protagonista da equipe catalã.

“O que a gente foi trabalhando é para que, nos piores momentos, ele não se sentisse tão sozinho e, nos momentos bons, não se acomodasse. Esse é o papel do jogador mais velho”, apontou Belletti.

Com a chegada de Guardiola para comandar time principal – e as saídas de Ronaldinho, Deco e Eto’o –, o argentino virou o principal jogador da equipe.

Mas a liderança - ao menos publicamente – era exercido por Xavi, Iniesta e Puyol. Depois que o trio deixou o Barça, Messi mudou seu papel dentro do clube.

“Até certo momento, ele tinha caras que eram protagonistas ou que dividiam o protagonismo. Ele começou a se adaptar ao que o mundo tem exigido do Barça e dele”.

Sem as antigas referências, coube ao argentino o papel de liderar o time catalão.

“Ainda convivendo com ele, no ambiente fora do gramado ele fica muito na dele. Mas no vestiário é o líder, a referência e tem um caráter competitivo. Muitos dizem que é o maior da história, ele trabalha para isso”, destaca Belletti, autor do gol que deu ao Barcelona o título da Champions League em 2006.

Messi busca a quinta conquista de Champions League. Para isso, o Barcelona precisa eliminar nas quartas de final o Bayern, nesta sexta-feira, ás 16h (de Brasília).

“Ninguém consegue fazer o que ele fez em nível tão alto durante tanto tempo. O bom é que ele ainda está jogando bola. Temos que aproveitar e nos divertir”, finalizou Belletti.