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Santos: Juiz revoga própria decisão favorável à rescisão de Eduardo Sasha: 'Me dou por suspeito por motivo de foro íntimo'

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Marinho responde racismo sofrido: 'Justiça não pune essas pessoas preconceituosas, vermes' (1:51)

Na quinta-feira, o comentarista Fábio Benedetti, da rádio Energia 97, cometeu injúria racial ao mandar o atacante Marinho "voltar para a senzala" (1:51)

O juiz Carlos Ney Pereira Gurgel, que havia concedido a rescisão unilateral do contrato de Eduardo Sasha com o Santos, recuou de sua decisão.

O magistrado declarou-se "suspeito por motivo de foro íntimo" depois que torcedores encontraram, em redes sociais, fotos dele com a camisa do Atlético-MG - justamente o time interessado no atacante.

Pereira Gurgel chegou até mesmo a apagar seus perfis na Internet.

Sasha entrou na Justiça contra o Alvinegro alegando atraso do recolhimento de FGTS desde novembro de 2019. Ele também listou em seus argumentos a redução de 70% de seus salários em carteira durante os três meses de paralisação do futebol.

O percentual aplicado pela diretoria a todo o elenco foi decido à revelia dos jogadores, que não concordaram com o número.

Segundo o portal UOL, a defesa do clube alegou que a redução era apenas uma retenção, e que os valores seriam futuramente ressarcidos.

A Justiça determinou então que o clube apresentasse o acordo coletivo feito com os atletas pelo corte de 70%, algo que o clube não pode apresentar porque não existe.

Em seu lugar, apresentou a aceitação do corte de 30%, rechaçada pelo juiz Carlos Ney Pereira Gurgel.

Mas nada disso tem validade no momento.

Com a declaração de suspeição por parte do magistrado, um outro juiz vai emitir uma nova sentença.

Assim, até segunda ordem, Sasha segue jogador santista.