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Flamengo tem prejuízo milionário e alerta: 'Não é possível indicar com precisão o fim da crise'

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Os efeitos da pandemia de COVID-19 nos balanços financeiros dos clubes brasileiros começam a aparecer de forma negativa e logo com o mais bem-sucedido dos últimos anos: o Flamengo.

Nesta sexta-feira, o atual campeão carioca, brasileiro e sul-americano publicou seus resultados do segundo trimestre de 2020 e revelou prejuízo para o primeiro semestre deste ano de R$ 26,167 milhões.

Como comparação, nos primeiros seis meses de 2019, o clube da Gávea conseguiu superávit de R$ 38,693 milhões.

Este é o pior resultado financeiro do Fla desde 2013 (prejuízo de R$ 10 milhões), primeiro ano da presidência de Eduardo Bandeira de Mello, que marcou a reestruturação das contas.

Até agora, em 2020, o Flamengo teve receita líquida de R$ 320,018 milhões, quase R$ 80 milhões a menos com relação ao mesmo período de 2019 - R$ 397,399 milhões.

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O clube sofreu forte queda nas receitas de "Mídias Digitais e Serviços On Demand" (R$ 192 mil neste ano contra R$ 37,61 milhões em 2019) e venda de jogadores (R$ 144,299 milhões na atual temporada e R$ 213,712 milhões na anterior).

O clube teve déficit mesmo com as despesas se mantendo próximas às registradas no primeiro semestre do ano passado.

Em 2020, elas somaram R$ 286,843 milhões, pouco abaixo de 2019, R$ 293,980 milhões. Os salários, por exemplo, também sofreram pouca variação - R$ 103,207 milhões neste ano contra R$ 96,219 milhões do período anterior.

Ao explicar o impacto da pandemia em suas finanças, o Flamengo não se mostrou otimista para o futuro.

"O Surto desencadeou decisões significativas de governos e entidades do setor privado, que somadas ao impacto potencial do surto, aumentaram o grau de incerteza para os agentes econômicos e podem gerar impactos que afetarão os exercícios futuros", começou.

"Ainda hoje, não é possível indicar com precisão o fim da crise", decretou o clube rubro-negro.