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'Se nos acontecer algo contra o Barcelona no Camp Nou, soltarei o inferno', diz presidente do Napoli

Em entrevista à Sky Sports, nesta sexta-feira, o presidente do Napoli, Aurelio De Laurentiis, voltou a criticar a Uefa por ter mantido a partida de volta das oitavas da Champions League, contra o Barcelona, no Camp Nou, apesar dos casos de COVID-19 terem voltado a crescer na Espanha nos últimos dias.

O dirigente afirmou que pediu várias vezes para que o duelo fosse remarcado para Portugal, onde será disputada a fase final da Liga dos Campeões. No entanto, não teve sucesso.

"A Uefa imita aqueles três macacos: não vejo, não ouço e não falo. Espero sinceramente que, para o bem da Uefa, nada nos aconteça (em relação à COVID-19). Se algo nos acontecer no Camp Nou, como diziam no (filme) 'Gladiador', eu soltarei o inferno", prometeu.

Julho foi um mês que ficou marcado pelo crescimento do número de casos da COVID-19 na parte norte da Espanha. Governos locais, incluindo o da Catalunha, aumentaram as medidas de isolamento, como a proibição de mais de 10 pessoas no mesmo local.

O cartola também ressaltou a importância em se buscar um improvável título da Champions, já que o Napoli não conseguiu se classificar para o torneio via Serie A para a próxima temporada, o que coloca as contas da equipe em risco.

"Nosso objetivo principal na próxima temporada será retornar à Liga dos Campeões. Economicamente, isso tem que ser a prioridade. Sem a Champions, a gente fecha no vermelho", afirmou.

Na entrevista, De Laurentiis também demonstrou confiança no trabalho do técnico Gennaro Gattuso e já fala em "ciclo" do comandante à frente do Napoli.

"É um grande homem, que foi um futebolista vencedor e que não precisa de qualquer tipo de vantagem econômica. Se ele estiver feliz aqui, nosso matrimônio continuará. Para mim, é o início de um ciclo", garantiu.

Sobre o nigeriano Osimhen, novo reforço de luxo para o ataque e que foi anunciado nesta sexta-feira, o mandatário foi só elogios.

"Nós o contratamos porque já o acompanhamos há algum tempo. Gattuso o queria, e (o diretor esportivo) Giuntoli também, e eles me convenceram a fazer esse sacrifício de 70 milhões de euros, mais 10 milhões de bônus", contou.

"Não esperamos que ele faça 25 ou 30 gols, mas ele ajudará no desenvolvimento do nosso jogo e também a seus companheiros", finalizou.