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Palmeiras: 'Racha' entre empresário e diretor e temor de briga na Justiça dificultam acerto com Gustavo Gómez

A renovação do zagueiro Gustavo Gómez com o Palmeiras está emperrada, com poucas chances de ser resolvida até a próxima terça-feira (28), data limite para a inscrição do jogador nas quartas de final do Campeonato Paulista, e com grande possibilidade de parar na Justiça. Uma divergência salarial dificulda qualquer acerto neste momento.

A informação é do jornalista da ESPN Brasil Jorge Nicola em seu blog no portal Yahoo! nesta segunda-feira (27).

Gómez foi emprestado ao Palmeiras pelo Milan em 2018 pelo período de um ano, mas em fevereiro do ano passado a diretoria alviverde conseguiu prorrogar o acordo. O empréstimo foi encerrado no mês passado e está ainda em aberto porque há uma cláusula obrigatória de renovação com o clube palestrino condicionada a um aumento nos vencimentos.

O novo contrato já foi redigido e apresentado ao estafe do jogador, faltando apenas a assinatura dele resolver a pendência. Mas o executivo de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, não conseguiu convencer os representantes do defensor.

O motivo é que a nova proposta salarial ficou aquém do que havia sido acordado antes.

A diretoria alviverde alega que, devido ao impacto da COVID-19 nos negócios, não tem condições de chegar aos números desejados pelo zagueiro. As cifras o colocariam no mesmo patamar de astros da Europa. Ainda assim, entende que fez uma boa oferta.

Nicola diz que o paraguaio recebia por temporada 1,3 milhão de dólares (pouco mais de cem mil dólares mensais), ou R$ 5,85 milhões por ano pelo valor de câmbio fixado entre as partes no contrato vencido (R$ 4,50).

Para um novo acordo, além de aumentar o salário, o Palmeiras propôs câmbio fixo em R$ 5,30. Mesmo assim não houve mudança no direcionamento adotado pelo estafe do jogador. Eles consideram que o aumento continua abaixo do tratado anteriormente.

Com as partes cada vez mais distantes e a relação entre o empresário de Gómez e Anderson Barros bastante desgastada, muitos apontam que somente uma intervenção do presidente Maurício Galiotte poderia mudar o rumo das conversas.

O Palmeiras tem demonstrado segurança em relação à conduta adotada pelo executivo, pois crê ter respaldo jurídico. A equipe tem um pré-contrato com Gómez para se defender na Justiça caso o estafe dele adote esse caminho.

Cenários que tornam bem improvável uma solução até a próxima terça-feira.

Data limite para o Palmeiras inscrevê-lo para enfrentar o Santo André, em data ainda a ser definida pela Federação Paulista, em jogo único pelas quartas de final do Estadual, no Allianz Parque, em São Paulo.