<
>

Deportivo já peitou Real Madrid e Barcelona e agora vai à 3ª divisão com orçamento que não é 5% da dívida

1999-2000. O Deportivo La Coruña, de Mauro Silva, Donato, Flávio Conceição e Djalminha, surpreende e conquista o Campeonato Espanhol de forma inédita. Era apenas a nona equipe diferente a ficar com o título no país historicamente dominado por Real Madrid e Barcelona.

Poderia parecer o começo do estabelecimento de um novo grande do futebol local e, quem sabe, até do futebol europeu. Afinal, quatro temporadas depois, o clube alcançaria a semifinal da Champions League, conseguindo uma virada impressionante nas quartas diante do Milan, que defendia o título – perdeu por 4 a 1 na ida e triunfou por 4 a 0 na volta.

Dezesseis anos depois, a situação é completamente diferente.

Em 2017-18, os galegos caíram à segunda divisão pela segunda vez em cinco anos. Na temporada passada, o Deportivo esteve muito perto de retornar à elite ao terminar na sexta colocação, ganhar a semifinal dos playoffs do acesso contra o Málaga e fazer 2 a 0 sobre o Mallorca no jogo de ida da decisão. No entanto, perdeu a volta por 3 a 0 e ficou não subiu.

Agora, a equipe não só não conseguiu o acesso como também foi parar na terceira divisão, depois que teve seu jogo adiado na última rodada por conta de casos de coronavírus no Fuenlabrada, seu adversário, e viu seus concorrentes fazerem a pontuação necessária para evitar a queda.

Em dezembro, toda a diretoria comandada pelo presidente Paco Zas, ex-jogador do time nos anos 70, renunciou aos seus cargos, convocando eleições para janeiro. Fernando Vidal assumiu a missão de evitar a queda do time de 113 anos ao terceiro escalão do futebol nacional.

Não conseguiu.

Agora, o Depor terá de jogar a Segunda B, e com uma situação financeira muito adversa. De acordo com o jornal La Voz de Galícia, o clube tem uma dívida de 90 milhões de euros.

"O orçamento desta temporada foi de 21,9 milhões de euros, que poderia se ver reduzido a um quinto. E com sorte", diz a publicação. Ou seja, o valor seria na casa de 4,4 milhões de euros, o que representa menos de 5% da dívida que o Deportivo tem atualmente.

O veículo ainda aponta que a tendência é que boa parte do elenco saia, uma vez que muitos têm o empréstimo acabando, enquanto em outros casos o clube não tem como bancar no atual cenário.