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Griezmann, Hazard e Félix: como espanhóis gastaram R$ 2 bilhões em trio que não rendeu o esperado

João Félix, Antoine Griezmann e Eden Hazard eram as grandes atrações no começo da temporada de LaLiga. Não à toa: o trio custou, junto, 346 milhões de euros a Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, o equivalente a R$ 2,12 bilhões na cotação atual.

Passado o Campeonato Espanhol praticamente inteiro, já que restam só duas rodadas para o fim, é certo dizer que nenhum dos três rendeu o que os clubes, e seus torcedores, esperavam.

As justificativas são muitas: lesões, parte tática, individualismo, até falta de paciência em determinados momentos. Relembre abaixo um pouco da temporada de cada um dos três reforços mais caros da Espanha no verão passado.

Griezmann

Custo: 120 milhões de euros (R$ 735 milhões)

Na temporada: 46 jogos, 15 gols e 4 assistências

Griezmann chegou ao Camp Nou com o desafio de formar um fortíssimo trio de ataque com Lionel Messi e Luis Suárez, mas o encaixe não aconteceu. O francês teve lampejos do futebol que o tornou protagonista do Atlético de Madrid e da seleção francesa, mas também acumulou críticas, manchetes negativas da imprensa e não contou com tanto respaldo dos treinadores.

Com Quique Setién, o camisa 17 chegou a sentar no banco de reservas e entrar nos acréscimos de um clássico contra o ex-clube.

Hazard

Custo: 100 milhões de euros (R$ 612,5 milhões)

Na temporada: 20 jogos, 1 gol e 7 assistências

Do trio, é disparado quem ficou mais devendo em 2019-20. O belga foi contratado após ser a estrela do Chelsea por anos e recebeu logo a camisa 7, órfã desde a saída de Cristiano Ronaldo. Hazard se apresentou acima do peso, teve dificuldades para entrar em forma e ainda por cima enfrentou uma série de lesões.

Em março, precisou operar o tornozelo e só voltou a jogar na temporada por conta da pandemia. Ao todo, esteve em campo por 90 minutos em apenas cinco jogos. Participou pouco do provável título merengue e inicia 2020-21 com dívida.

Félix

Custo: 126 milhões de euros (R$ 771,7 milhões)

Na temporada: 34 jogos, 8 gols e 3 assistências

Superior a Hazard, inferior a Griezmann, mas ainda assim muito aquém da contratação mais cara da história do Atlético de Madrid. O atacante português de 20 anos convenceu Diego Simeone a gastar mais do que havia recebido do Barcelona e não correspondeu inteiramente às expectativas em campo.

A principal crítica a seu futebol mora no individualismo, que por vezes atrapalha a criação da melhor jogada pelos colchoneros no ataque. Tem contrato por mais seis anos, tempo suficiente para amadurecer e mostrar o futebol que fez o algoz do Liverpool na Champions League abrir os cofres para tê-lo em seu elenco.